Inflação de alimentos afeta qualquer governo, diz Fávaro sobre Lula “em baixa”

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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), garante que o presidente Lula (PT), está atento à alta inflacionária dos alimentos e deve buscar saídas junto ao setor para que haja a queda dos preços nas prateleiras, no entanto, estima que uma decisão só deve ocorrer após o Carnaval.

Atualmente, o governo petista tem mais de 50% de desaprovação popular, e para Fávaro, está atrelado à inflação, que não afeta somente o Brasil.

“É importante dizer também que a inflação de alimentos é inflação global. É no mundo ela está acontecendo. Ela derruba popularidades de chefes de Estado por todo o mundo. E o Brasil se tornou o grande supermercado do mundo”, disse Fávaro, em entrevista ao programa Bom dia Cidade, da Rádio 104 FM de Rondonópolis. Ricardo Stuckert/PR

Lula e Carlos Favaro

De acordo com o ministro, o Plano Safra, que chegou a ser suspenso e foi retomado , é fundamental para ajudar os produtores a produzirem mais, contudo, há outros fatores que afetam a economia, como a alta carga tributária e a alta dos juros.

O Governo tem cogitado aumentar a taxa para exportação, de produtos como carne bovina, ovos, açúcar e café, para baixar o preço dos alimentos no mercado nacional – se ocorrer, Fávaro, colocará o cargo à disposição.

Para o enfrentamento mais “seguro”, Fávaro defende uma relação recíproca entre Governo e os produtores. “Tenho certeza que a gente reverte até a questão da popularidade do presidente. Investir na agropecuária, ter um governo ao lado desses eficientes produtores brasileiros é a grande solução”.

Fávaro valorizou os investimentos do Governo Federal por meio do Plano Safra, e baixou o tom de críticas ao Congresso Nacional, que é o responsável por votar o orçamento. Até o momento, o Governo segue atuando com 1/12 do duodécimo de 2024, diante da demorar para aprovação do Orçamento 2025.

Sob presssão, Fávaro tem ficado na mira do Centrão, que quer sua vaga ministério, além da continua resistência dentro do próprio setor, mas por divergências ideológicas. Como solução emergência para a crise, Lula editou uma Medida Provisória, concedendo R$ 4 bilhões em financiamento – até que o Congresso aprove o Orçamento 2025.

“Até que o Congresso vote o novo orçamento, a medida provisória tem efeito, não extrapola o arcabouço fiscal, não extrapola o teto de gastos e quando votar o orçamento, uma mata a outra, volta tudo à normalidade”, defendeu o ministro.

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Link da Matéria – via RD News

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