Imunização contra o HPV está abaixo da meta no Estado

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A cobertura vacinal contra o HPV em Mato Grosso alcançou 76,90% entre meninas e 69,12% entre meninos, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Apesar do avanço, os índices ainda estão abaixo da meta de 90%, estabelecida pelo Ministério da Saúde, indicando a necessidade de ampliar a adesão, especialmente entre o público masculino. O papilomavírus humano (HPV) permanece como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de lesões e diversos tipos de câncer, e a vacinação é apontada como estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções, verrugas genitais e, sobretudo, do câncer de colo de útero.

 

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra o HPV é ofertada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única. A estratégia, no entanto, foi ampliada. Até junho de 2026, adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram podem realizar a chamada “recuperação vacinal”, também em dose única. Há ainda esquemas diferenciados para públicos específicos atendidos nas Unidades Básicas de Saúde.

 

Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos devem receber duas doses; já vítimas de 15 a 45 anos recebem três doses. Usuários da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), na faixa de 15 a 45 anos, também seguem o esquema de três doses. No Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), a vacina é destinada a pessoas imunodeprimidas de 9 a 45 anos, como pacientes vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos, além de pessoas com Papilomatose Respiratória Recorrente, a partir de dois anos de idade.

 

Segundo o infectologista Claudilson Bastos, do laboratório Sabian, a vacina ofertada pelo SUS é a quadrivalente, que protege contra quatro sorotipos do vírus (6, 11, 16 e 18). “Esses sorotipos estão associados tanto a verrugas genitais, quanto aos principais tipos de câncer relacionados ao HPV”. Na rede privada, está disponível a vacina nonavalente, que amplia a proteção para nove sorotipos (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58), incluindo outros tipos com maior potencial cancerígeno.

 

“Diferente do SUS, que estabelece critérios epidemiológicos de faixa etária, na rede privada a indicação não é limitada por idade. A recomendação é feita com base em critérios clínicos individuais”.

 

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Link da Matéria – via Gazeta Digital

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