Imediatismo no consumo é o que mais leva ao endividamento, diz consultora

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Um dos grandes problemas atuais enfrentados pela população é o endividamento, que chegou a atingir em agosto 179 mil famílias cuiabanas. Encontrar o equilíbrio financeiro é um desafio que, para a educadora e consultora financeira, Patricia Capitanio, é dificultado pelo imediatismo indiretamente imposto pela sociedade, “que quer tudo na mesma hora”. A especialista afirma que esse imediatismo faz com que as pessoas não pensem nas possíveis consequências e nos impactos financeiros de seus atos.

“A gente acaba atropelando a nossa vida financeira por querer antecipar nossos sonhos e isso traz  consequências. Nós precisamos olhar para a nossa vida financeira, planejá-la, sair do ‘atropelamento’ de viver para pagar boletos e olhar a sua vida com organização, com planejamento, com metas, e aí vamos colher os benefícios do que uma vida financeira tranquila traz”, destacou. Reprodução/Instagram

Patricia é fundadora do Instituto de Educação Prosperitá, palestrante, educadora financeira, escritora e colunista do site Economia em Pauta.

Patrícia disse ainda que imprevistos podem acontecer e que, infelizmente, não dá para voltar atrás e fazer diferente, por isso é necessário se planejar financeiramente e de maneira realista, para que o indivíduo sofra o menor impacto possível. Além disso, ela destacou sobre a importância de guardar dinheiro, mesmo que isso seja difícil para algumas pessoas. 

“A gente não quer guardar dinheiro. ‘Ah, eu quero trocar de carro’, ‘eu quero realizar meus sonhos’, ‘eu quero viajar’, ‘eu quero colocar meus filhos em uma escola melhor’. Então, a gente arruma outros objetivos para que tire o foco da proteção financeira. Primeiro temos que fazer o básico, nos proteger, para depois buscar realizar nossos sonhos”, disse Patricia.

Outro ponto destacado pela educadora financeira é a importância de identificar a origem do endividamento. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio), o cartão de crédito está em primeiro lugar, somando 80,9% dos endividados, seguido de carnês com 23,9%, financiamentos de carros com 5,5% e financiamentos de casas com 4,6% de ocorrência. 

Para a especialista, esse problema pode estar relacionado a gastar mais do que se ganha, problemas de saúde, entre outros imprevistos financeiros. Além disso, ela destacou que a instabilidade financeira podem comprometer a saúde mental. “Os problemas financeiros podem ser consequências de vários anos de inadimplência, que podem levar a um problema emocional. Ou ele pode ser uma consequência da pessoa estar fragilizada emocionalmente e utilizar o gasto como uma ‘válvula de escape’ momentânea”. 

A consultora destacou que diversos problemas vão surgir, mas se não houver uma percepção e de racionamento com o dinheiro, atuando de forma preventiva, sempre haverá por “perrengues”, porque “sempre vão acontecer situações que desestabilizam a nossa vida financeira”. Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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