Homem que matou caseiro em 2023 é condenado a mais de 20 anos de prisão

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Elias Vasconcelos de Araújo foi sentenciado, nessa quarta-feira (26), pelo Tribunal do Júri de Feliz Natal (514 km de Cuiabá), a cumprir 20 anos e 2 meses de prisão pelo assassinato de João Coelho Milhomem, ocorrido em 2023 no município. Em um contexto marcado por disputa de terras e atuação conjunta com um menor de idade, o réu foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de adolescente.

Reprodução

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O crime aconteceu na manhã de 16 de janeiro de 2023, na Rodovia Estadual MT-130, conhecida como Estrada Cruzeirinho, no município de Feliz Natal. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Elias Vasconcelos de Araújo agiu de forma premeditada e em conluio com um adolescente, utilizando uma espingarda calibre 20 para surpreender a vítima e efetuar dois disparos de arma de fogo.

João Coelho Milhomem morreu no local, ferido por tiros na região lombar, um deles atingindo o coração.

A investigação apontou que a motivação do crime estava relacionada a disputas por terra. A vítima trabalhava como caseiro em uma propriedade rural que vinha sendo alvo de invasões. Testemunhas relataram que, meses antes do homicídio, João Coelho Milhomem havia registrado boletim de ocorrência informando ameaças recebidas do réu, inclusive com menção ao uso de arma de fogo, caso não deixasse a área.

No dia do crime, segundo a acusação, o adolescente conduzia um veículo Fiat Uno branco, enquanto Elias seguia armado. Após localizar a vítima na rodovia, o réu efetuou os disparos de surpresa, impossibilitando qualquer chance de defesa.

Após o assassinato, a arma utilizada foi descartada em um rio próximo ao local dos fatos. Imagens de câmeras de segurança de uma propriedade rural ajudaram a confirmar a dinâmica do crime, ao registrar o deslocamento da vítima em sua motocicleta, seguido, poucos segundos depois, pelo veículo dos autores.

Durante o júri, o Ministério Público sustentou a condenação nos exatos termos da pronúncia, enquanto a defesa alegou versão exculpatória, rejeitada pelos jurados. A atuação do MPMT no plenário foi conduzida pela promotora de Justiça Maisa Fidelis Gonçalves Pyrâmides, que destacou a gravidade do crime, o histórico de ameaças e a participação consciente do réu na execução do homicídio.

Ao proferir a sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Fernando Akio Maeda, fixou a pena de 19 anos de reclusão pelo homicídio qualificado e mais 1 ano e 2 meses pelo crime de corrupção de adolescente, aplicando o concurso material. O magistrado também determinou a imediata execução da pena.

No plenário estavam presentes familiares, a viúva e a filha da vítima, que ficaram muito emocionados durante todos os debates.

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Link da Matéria – via RD News

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