
O empresário e ex-senador Cidinho Santos (PP) avaliou que o amigo e cantor sertanejo, Gusttavo Lima, não tem experiência e nem bagagem política para encarar uma disputa à Presidência da República em 2026 , contudo, compreende que a boa intenção em mudar o país pode ser um ponto positivo. O nome de Gusttavo tem sido apontado em pesquisas estimuladas, demonstrado aceitação frente ao eleitorado de direita.
Annie de Souza/Rdnews
Segundo Cidinho, o eleitorado brasileiro tem clamado por uma renovação, diante do caos e tensionamento provocado pela polarização entre esquerda e direita e Lula (PT) e Bolsonaro (PL): “Eu acho que as pessoas estão procurando renovação e essa polarização Lula e Bolsonaro, na minha opinião, tem que ser superada, tem que ser ultrapassada. E quando você vê um jovem como Gusttavo Lima colocando o nome dele [é surpreendente]”.
Cidinho destacou que Gusttavo é uma pessoa nacionalmente conhecida e tem uma vida empresarial de sucesso, que lhe dá uma noção de como ser um bom “gestor” e, de certa forma, a experiência no setor privado o “avaliza” para o pleito, mesmo sem musculatura política, por ser, acima de tudo, uma pessoa “bem intencionada”.
“Ele é preparado, é uma pessoa do bem, não tem noção de gestão executiva, mas tem boas intenções. Quando você não tem noção, mas tem boas intenções, […] o resto você vai construindo”, emendou.
O interesse de Gusttavo de se lançar como candidato não se comunica com o projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que mesmo inelegível até 2030, nutre a expectativa de disputar o pleito em 2026 ou em apoiar um de seus filhos, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, por temer “traições”.
Aliás, em Mato Grosso, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), autoproclamado bolsonarista, rechaçou o projeto do sertanejo, por entender que o país não pode ter um novo palhaço “Tiririca” – referência ao humorista eleito deputado federal como o mais bem votado em São Paulo em 2010, usando chavões como: “Pior do que tá, não fica”.

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