
O governador Mauro Mendes (União Brasil) anunciou, nessa sexta-feira (04), que publicará “em breve” os editais para contratação de empresas para dar continuidade às obras do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido), em Cuiabá e Várzea Grande. O anúncio aconteceu após a rescisão contratual com o Consórcio Construtor BRT Cuiabá, no mês de março, devido às f alhas e atrasos nas obras .
Conforme publicado pelo #rdne na quarta-feira (02) o Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu o aval para o Estado publicar os editais para a contratação das empresas. O TCE também foi o responsável por autorizar a rescisão contratual com o Consórcio BRT.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Segundo Mauro, durante uma reunião com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, ele conseguiu “dar uma olhada” no andamento do trabalho técnico já feito e destacou que todos estão seguindo o cronograma, “para que nos próximos dias possamos começar a publicação dos editais”.
O governador não deu uma data prevista para a publicação, mas disse que estão “trabalhando em ritmo acelerado” para publicar todos os editais conforme pedido e autorizado pelo TCE.
Conforme já divulgado pela Sinfra, as novas licitações para contratar empresas para execução das obras do BRT serão feitas por lotes e o Governo irá contratar as empresas por especialidade da obra, ao invés de concentrar toda a execução em uma empresa, como era o caso do Consórcio BRT.
O que já foi feito
A obra do BRT foi orçada inicialmente em R$ 463 milhões e apenas 18% do projeto foi executado . Conforme informou o secretário Marcelo de Oliveira durante audiência pública para debater o imbróglio do BRT, os únicos trechos executados pelo Consórcio, em Cuiabá, compõem o “tramo 2”, que é o trecho entre o Hospital do Câncer até o CREA e do viaduto da Sefaz até o Hospital do Câncer, na Avenida do CPA. Esses são os trechos que o Consórcio BRT começou a mexer e se comprometeu a concluir . Além disso, foi executada e concluída a implantação viária da Avenida da Feb e Avenida João Ponce de Arruda. Nenhum desses trechos possuem estações ou outras obras além de infraestrutura viária.
Todos os outros trechos estão em fase de projetos e licenciamentos, ou aguardando projeto (como é o Tramo 1 de Várzea Grande no trecho da Couto Magalhães e Filinto Muller). O trecho da Av do CPA, entre o viaduto da Sefaz e a Defensoria Pública é um trecho que o Consórcio não chegou a mexer, por isso não fará parte do acordo e passará por licitação para ser executado por uma nova empresa.
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