
O governador Mauro Mendes (União Brasil) se diz favorável à proposta do governo federal que pretende aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil. Se aprovada, conforme o Ministério da Fazenda, alteração custará R$ 27 bilhões por ano aos cofres públicos e pode gerar uma perda de arrecadação de R$ 5 bilhões para os estados e municípios.
“Preocupa, mas eu acho que tem que isentar mesmo. Eu sou favorável”, disse Mauro Mendes, em entrevista à imprensa, na noite desta segunda-feira (26), durante encontro do do PRD que contou com a presença do Ovasco Resende, dirigente nacional da sigla.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Na ocasião, Mauro Mendes, que está no segundo mandato consecutivo à frente do Palácio Paiaguás, reflete que o governo federal, autor da proposta, vai ser o maior prejudicado. “Ele vai pagar a conta disso, se ele não compensar. Já está pagando e o brasileiro também”, disparou.
Desde que a proposta foi apresentada, governadores e prefeitos têm manifestado preocupação com o impacto da medida. Os gestores têm defendido que o ministério da Fazenda assegure que a compensação seja suficiente para evitar prejuízos na prestação de serviços públicos.
“Erros de governo, quem paga a conta é o cidadão. Então se o Mauro Mendes, como governador, errar feio, o cidadão de Mato Grosso paga esse preço. Como, graças a Deus, nos últimos anos, nós estamos acertando muito mais do que erramos, o saldo é muito positivo, está aí um estado para todo mundo ver os ganhos que a sociedade, que o cidadão está tendo”, destaca o governador que, em seguida arremata:
“Se o presidente da República errar mais do que acertar, todos nós brasileiros vamos pagar essa conta”, prevê o chefe do Executivo estadual, que tem feito duras críticas, já há algum tempo, sobre a condução da política econômica do Brasil.
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