Governo acelera debate sobre a escala 6×1 enquanto PEC faz avanços na câmara

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O Palácio do Planalto deve enviar ao Congresso Nacional um projeto próprio para o fim da escala de trabalho no modelo 6×1, apesar de a tramitação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o assunto ter avançado nesta semana na Câmara dos Deputados.

 

Ao R7, o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que uma versão elaborada pelo governo poderia contemplar o conteúdo de projetos já apresentados por deputados e ter uma votação mais rápida.

 

“Eu defendo que o governo envie um projeto de urgência. Eu acredito que o governo pode, independentemente dessa posição do Hugo, também tomar iniciativa”, comentou o líder.

 

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Caso o governo envie um projeto em regime de urgência, como sugeriu Uczai, Câmara e Senado teriam 45 dias cada para analisar a proposta. Se esse prazo for ultrapassado, o projeto tranca a pauta da Casa onde estiver — ou seja, outros projetos ficam impedidos de ser votados.

 
Na opinião do líder do PT, essa seria uma forma de fazer com que o projeto fosse votado mais rápido do que a PEC em análise pela Câmara, que precisa passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial antes de ir ao plenário. Não há prazo para que isso ocorra.

 

“Uma PEC é mais lenta, e nós estamos em um ano atípico, temos eleições. Então, matérias dessa natureza têm que ter celeridade, para não misturar e ser uma posição de governo”, avalia Uczai.

 

O governo já tinha sinalizado que enviaria após o Carnaval uma proposta com caráter de urgência sobre o tema. Apesar disso, o comando da Câmara optou por não aguardar esse texto e deu sequência à PEC que já tinha sido protocolada na Casa.

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), garante que a PEC terá um desfecho ainda em 2026.

 

Governo deve se reunir com Motta para tratar do assunto
Motta deve ter uma reunião em breve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo, como Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Luiz Marinho (Trabalho) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), para conversar sobre o fim da escala 6×1.

 

O encontro estava previsto para ocorrer na quarta-feira (11), mas foi adiado e ainda não tem uma nova data para ocorrer.

O PT defende que eventuais mudanças na jornada de trabalho tenham a participação do Executivo, que poderia contemplar as peculiaridades de cada setor.

 

“O governo tem que tomar iniciativa. Os ministérios podem fazer uma avaliação da economia e montar uma política de incentivo”, defendeu Uczai.

 

Fim da escala 6×1
A escala de trabalho no modelo 6×1 prevê que, semanalmente, funcionários trabalhem seis dias por semana e tenham uma folga, com carga horária máxima de 44 horas por semana.

 

O fim dessa escala conduziria a outros formatos de trabalho. Em linhas gerais, ficaria previsto ao menos duas folgas semanais.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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