
O governador Mauro Mendes (União Brasil) espera uma “correção” do Supremo Tribunal Federal (STF) para destravar o andamento das obras de instalação da Ferrogrão, traçado ferroviário de 933 km que deveria ligar Sinop ao distrito de Miritituba, em Itaituba, no Pará, visando potenciar a escoação de grãos do estado mato-grossense. O tema é questionado pelo PSOL, quanto à alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA).
Em entrevista nesta quinta-feira (02), Mauro comentou que o estado enviou representantes para acompanhar a retomada do julgamento no STF, indicando que houve manifestação no processo e que também poderiam expor em sessão presencial uma defesa pela Ferrogrão: “Nós estamos habilitados”.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
“Tem a minha orientação de que nós possamos lá falar, se possível. Já falamos tecnicamente na peça processual para, talvez, defender pontos de vista do governo, que é pela liberação daquele imbróglio ali, que é de uma utilização de 0,0 qualquer coisa de um parque que foi tirado para passar ferrovia e que foi dado uma área dez vezes maior para compensar isso e disseram que isso é ilegal [….] Eu espero que o Judiciário Brasileiro, através do Supremo, reconheça a legalidade daquilo que foi feito lá pelo governo”, avaliou.
Atualmente, o escoamento da produção do estado depende majoritariamente da BR-163 e de rotas mais longas e onerosas rumo aos portos das regiões Sul e Sudeste. Os defensores da Ferrogrão alegam que o traçado vai reduzir a emissão de poluentes e tornar mais eficiente os mecanismos de suporte ao agronegócio. Para o governador, manter a obra travada, representa “uma hipocrisia”.
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