Governador descarta nova intervenção na Saúde de Cuiabá: “Notifiquei MPE”

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O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou, na manhã desta sexta-feira (29), que assinou, junto ao secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a notificação ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o “caos” presente no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Para ele, a responsabilidade está nas mãos dos órgãos fiscalizadores e afastou a possibilidade de uma nova intervenção. 

“A grande intervenção o cidadão já fez, né? Botou para correr todo aquele grupo que está lá. Essa é a grande intervenção. Mas, eu assinei junto com o Secretário de Saúde um documento notificando o Ministério Público e o Tribunal de Contas. Espero que todos tomem providência. Porque está um caos. Vários equipamentos… o HMC parou um monte de coisa”, declarou o governador, se referindo à vitória do prefeito eleito da Capital Abilio Brunini (PL).

Assessoria

Mauro Mendes também afastou a possibilidade de uma nova intervenção na Saúde da Capital, destacando o fato de já estarmos entrando no mês de dezembro, indicando a posse da nova gestão municipal, com Abilio Brunini (PL), que iniciará no dia 1º de janeiro.

“Imagina ao longo do mês de dezembro… Alguém tem que tomar providência. E quem tem que tomar providência está no Tribunal de Contas e Ministério Público. São os órgãos de fiscalização. É um caos. Vai morrer gente aqui em Cuiabá se nada for feito durante esse período aí, do apagar das luzes, deste período das trevas na nossa cidade”, completou.

MPE pede urgência em solução de falhas

O procurador-geral de Justiça (PGJ), Deosdete Cruz Junior, requereu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que solicite ao TCE, em caráter de urgência, a análise de várias inconsistências apontadas pelo Governo do Estado em relação à prestação dos serviços de saúde em Cuiabá. O requerimento foi anexado nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva, que está sob a relatoria do desembargador Orlando  Perri.

No documento, Deosdete  solicita que, caso as falhas apontadas não sejam sanadas a curto prazo, o processo retorne ao MPE  para que seja avaliada a possibilidade de um novo requerimento para imposição de medidas constritivas ou, eventualmente, nova intervenção na saúde da Capital.

De acordo com o MPE a crise enfrentada, conforme relatado no ofício, tem acarretado a superlotação e aumento na taxa de permanência dos pacientes no âmbito das UPAS e Policlínicas, aumentando o risco de infecções e óbito dos pacientes nessas unidades. Foram destacados ainda sobrecarga nas unidades hospitalares sob gestão estadual e a redução dos procedimentos de alta complexidade eletivos que são realizados no âmbito dos hospitais estaduais.

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Link da Matéria – via RD News

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