Gisela apoia PEC do fim da escala 6×1 e defende amplo debate por consenso

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A deputada federal Gisela Simona (União Brasil), que se mostrou  favorável a PEC Vida Além do Trabalho , pelo  fim da escala de trabalho 6×1, defende a necessidade de um debate amplo com o Governo Federal, parlamentares, setor empresarial, indústrias e trabalhadores para encontrar um “meio termo”. A PEC é de autoria de deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Rodinei Crescêncio

Conforme o texto original da proposta, a iniciativa prevê o fim da escala 6×1 passando para a jornada de 4×3. Para Gisela Simona, os deputados federais estão  dispostos a dialogar  sobre uma proposta de 5×2. Ela classificou o atual modelo como “exaustivo” para os brasileiros. No entanto, salienta que uma mudança precisa estar bem amarrada entre todos os setores e evitar prejuízos à economia do país.

“Hoje,  as discussões entre os deputados, a gente vê uma aplicação de jornada de 5×2 seria algo mais aceita. Na 4×3 nós dependeríamos até de redução de carga tributária, alguma coisa por parte do governo. Enfim, acredito que a discussão será importante, até porque, precisamos ter com que o Brasil encontre o melhor. Sabemos que é exaustivo a 6×1, por outro lado, existe todo um receio por parte do comércio, dependendo da medida que se tome, pode onerar muito a classe empresarial e ter desemprego no nosso país, isso nós não queremos”, argumentou Gisela Simona   em visita e entrevista ao Grupo .

O tema tem sido alvo de críticas de parlamentares de direita, que classificam a proposta como descabida e com o claro intuito de “lacrar” e ganhar visibilidade nacional. Segundo Gisela Simona, a PEC certamente passará por ajustes para evitar qualquer tipo de desbalanceamento. Com isso,  as discussões poderão se arrastar.

“Tem condições [de se fazer um ajuste para a PEC passar]. O que é importante o cidadão entender, que essa assinatura não é uma votação, agora que inicia a tramitação dessa PEC dentro da Câmara. Ela vai para a CCJ, onde vai se analisar a constitucionalidade e juridicidade, e pode sim, ir à comissão temática designada, onde teremos discussões, audiências pública, ouvir trabalhadores, indústria e comércio, e chegar a uma melhor conclusão”, emendou a parlamentar de Mato Grosso.

Um dos temores que permeiam a proposta, é como reduzir a carga horária de trabalho sem afetar o valor da atual remuneração do trabalhador. Lideranças políticas, empresários e entidades, afirmam que pode ocorrer uma crise nacional, quebrando empresas e gerando demissões em massa. 

“É debate que precisa ser feito, como que o Governo Federal pode entrar em termo de contrapartida, é preciso verificar como que conciliamos isso, para não incentivar o empregador a investir mais em automação, a investir na inteligência artificial, são medidas que precisamos [pensar]”, concluiu.

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Link da Matéria – via RD News

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