
O ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Antônio Galvan (Novo), avalia que o senador Wellington Fagundes (PL) tem forte rejeição, perante o eleitorado mais conservador em Mato Grosso, e aposta no nome do empresário Odílio Balbinotti como a melhor opção na disputa ao Governo do Estado, em 2026.
Além de Odílio, que quer se filiar ao PL, o bolsonarista também vê com bons olhos a possibilidade do vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos) encarar a disputa. O ex-presidente da Aprosoja, que disputou contra Wellington em 2022, reconheceu a atuação do senador reeleito no Congresso, pela representatividade, contudo, não vê potencial para comandar o Poder Executivo. Ele argumenta que, durante as eleições de 2024, percorreu mais de 100 cidades mato-grossenses e, por onde, passou, testemunhou resistências ao senador.
“Eu vejo na pessoa do Wellington, uma pessoa de boa representatividade no Congresso Nacional. Mas, como mandato de governador, sinceramente, eu não vejo chance de ele se eleger. Eu acredito que vai ficar entre esses dois nomes […] A gente não vê esse apoio das pessoas. Eu acredito que o Wellington deve estar sentindo isso, e vai ceder a vaga, de boa, para Odílio, vindo a disputar pelo próprio PL”, opina. Rodinei Crescêncio/Rdnews
Antonio Galvan, ex-presidente da Aprosoja, é uma das lideranças da direita de Mato Grosso
Ainda em conversa com a imprensa, Galvan foi questionado se concorda com a pecha de que Wellington seria “melancia”, referência adotada por bolsonaristas mais radicais para sinalizar “falsos patriotas”, já que a melancia é verde por fora e vermelha por dentro, associada ao comunismo, ao PT e à esquerda.
Wellington foi apelidado por ter pedido apoio para Dona Neuma (PSB), nas eleições de 2022, para uma vaga a deputada federal. Ela é esposa do ex-prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (PSB), um dos entusiastas do governo Lula (PT).
Segundo Galvan, o apelido calhou com as atitudes de Wellington, que não consegue mais desprender. “Isso [de apelido] caiu bem para ele, caiu com certeza, porque quando você vai fazer vídeo para uma candidata de esquerda, e sabendo que ele estava num partido considerado de direita, onde está o presidente Bolsonaro, a turma da Rondonópolis não poupou e colou”, emendou Galvan.
Wellington, muitas vezes, é hostilizado , quando comparece a eventos que compõe a base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Enquanto o senador tenta despontar como nome ao Governo, Galvan tentará novamente uma vaga ao Senado, em 2026 .

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