
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A delegada da Polícia Civil Juliana Chiquito Palhares, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), terá novos desafios em 2025. Ela foi convidada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) para assumir a secretaria Municipal de Ordem Pública nos próximos quatro anos. Em entrevista especial ao , na sede do portal, a delegada falou sobre os pedidos que Abilio fez a ela. Entre eles, está o de resgatar o orgulho da pasta e dos servidores, que foi ferido com as recentes operações policiais e escândalos contra alguns agentes públicos. A delegada também falou que nunca foi assediada com proposta de corrupção e espera nunca receber. Caso terceiros tentem costurar “acordos” com ela, delegada avisa que não vai se abster em dar voz de prisão por corrupção.
Confira, abaixo , os principais trechos da entrevista
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Qual foi a principal missão dada por Abilio e porque acha que ele te escolheu para a pasta? “ Nós temos de resgatar o orgulho dessa pasta, de prestar um bom serviço, de enaltecer os servidores que lá estão, ávidos por mudanças, ávidos por eficiência, ávidos também por desvincular uma imagem da pasta que não ficou muito honrada em virtude dos últimos acontecimentos policiais” Juliana Palhares
A primeira missão que o Abilio me convidou foi para servir a sociedade de Cuiabá. Eu creio que ele escolheu meu nome por toda a minha experiência como delegada de polícia, atuando frente à unidades especializadas, ou como delegada adjunta, ou como delegada titular. E creio que escolheu o meu nome, como tantos outros nomes capacitados, pois temos histórico de bons serviços prestados à sociedade. E a missão maior ali é conferir transparência a todos os processos. Há inúmeros questionamentos relacionados aos procedimentos da pasta. Infelizmente, a pequena parte que chama a atenção é uma parte que se envolveu em atos criminosos, conforme todos os presenciamos. E nós temos de resgatar o orgulho dessa pasta, de prestar um bom serviço, de enaltecer os servidores que lá estão, ávidos por mudanças, ávidos por eficiência, ávidos também por desvincular uma imagem da pasta que não ficou muito honrada em virtude dos últimos acontecimentos policiais envolvendo os servidores, ou pessoas que têm suas gênesis ali nessa pasta.
Tivemos, recentemente, uma operação policial que revelou que um vereador estaria prestando serviços para o Comando Vermelho de dentro da pasta. O que que a senhora vai sugerir como forma de aperfeiçoamento para identificar esses servidores corrompidos?
Primeiro, é a parte menor da secretaria. Essa pequena parte fez errado e o todo responde por isso. Não vamos tomar o todo pela parte. Essa parte que está respondendo, que está sendo amplamente divulgado, dos atos de corrupção, das atitudes indevidas que tiveram, estão respondendo, mas é a parcela ínfima dos servidores. Ali já tive contato com excelentes profissionais, dedicados, que estão ávidos por mudança, que estão determinados a dar o seu melhor. E é óbvio que, para isso, escolheremos pessoas diferentes do grupo político que estava dominante. Não tem como. Serão pessoas novas que poderão dar a sua visão, que enxergam as mazelas, as lacunas. Todos teremos a oportunidade de revermos todo o processo e aprimorarmos esse processo. Trazendo transparência, confiança, integralidade. São atributos que a gente vai rever, que a gente vai fomentar junto aos servidores. E nós juntos vamos transformar a pasta e que ela seja conhecida pelo excelente serviço que presta à sociedade e não por algumas pessoas que se desviaram do caminho da virtude.
Abilio se dizia favorável a câmeras para filmar os servidores. Qual a opinião da senhora sobre isso?
A câmera para mim não é o fator principal. Não é uma ferramenta que vai se evitar (a corrupção), não é uma ferramenta que vai inibir uma ação. Não sou contra a utilização de câmeras, mas acho que a gente pode ter outros recursos, outras estratégias para combater. A gente fala bastante em câmeras, mas ela é um instrumento, para mim, na minha concepção, não é o primordial. O primordial é ter a transparência no processo de como os serviços são prestados e o controle. E, para que isso seja transparente e que todos possamos controlar o serviço público, devemos usar a tecnologia. A tecnologia hoje tem que ser um grande aliado do munícipe. Hoje, se o cidadão entra no portal da transparência, ele tem facilidade de encontrar os documentos que você precisa? Não tem. Parece que é feito para não funcionar. Nós temos que simplificar, nós temos que ter essa comunicação com a sociedade. Hoje, é tudo no meio digital. O prefeito Abilio também está extremamente focado nisso de conferir essa modernidade, as ferramentas que existem hoje na prefeitura. E, sem dúvida alguma, na secretaria eu vou querer as ferramentas mais tecnológicas possíveis para a gente estudar e implementar, justamente para que não tenham folhas, para que a gente não trabalhe com papel, seja tudo num controle digital, para que as lacunas e os espaços para condutas ilícitas diminuam. Na minha humilde visão, a câmera é positiva, não sou contra. Mas, a câmera, por si só, não acho que ela isoladamente ajuda a sociedade. Mas eu penso que em um rol de prioridades e de urgências a câmera necessariamente não é uma delas.
A gente sabe que, muitas vezes, pessoas recorrem aos secretários, vão propor “acordos”, pagamentos de propina. A senhora acha que, por ser delegada isso, vai afastar essas pessoas?
No decorrer da minha carreira eu nunca recebi nenhuma proposta de corrupção e espero encerrar o ciclo no serviço público sem ser, de forma alguma cooptada, por isso. E, se acontecer algum tipo de oferta, eu atuarei como delegada de polícia, aliás, dando voz de prisão em flagrante numa tentativa de corrupção. Eu não coaduno e jamais coadunarei com atos ilícitos. Nós temos que ter uma postura bem clara e a minha é essa. Nunca tive nenhuma proposta de corrupção e espero nunca ter.
A senhora foi titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Cuiabá. A gente sabe que tem um histórico de muitos moradores de rua, usuários de drogas, principalmente, no Centro de Cuiabá. A senhora, acha que também foi chamada por esse trabalho? “ Uma das prioridades do prefeito Abilio é a revitalização do Centro de Cuiabá, para que a cuiabania volte a frequentar sem medo” Juliana Palhares
É uma tristeza andarmos pelo Centro da nossa cidade e constatarmos pessoas num estado de abandono deplorável ali e em espaços públicos, que a gente mal consegue mais transitar. Temos exemplos de grandes centros pelo Brasil que se transformaram em territórios inabitáveis. Uma das prioridades do prefeito Abilio é a revitalização do Centro de Cuiabá, para que a cuiabania volte a frequentar sem medo. Um ambiente mais limpo, um ambiente saudável. Todos os esforços serão no sentido da união e da integração de várias políticas públicas. A questão da ocupação do Centro por usuários de drogas, por pessoas que residem nas ruas, não é um problema de um único fator de solução. Vários esforços devem ser engendrados para que a gente consiga minimizar as consequências de uma realidade.
Já tem alguma ação em mente?
Nós estamos planejando. Mesmo porque ainda estou à frente da delegacia, não fui desincumbida das minhas atribuições e responsabilidades. Então, a partir de 1º de janeiro, quando o prefeito Abilio for empossado é que as tratativas da minha sessão serão realizadas. Mas, a gente já vem conversando, temos projetos, temos ideias para não só em relação ao Centro, mas relação também a outros bairros. Indicadores para que possamos trabalhar com técnica e atacar os pontos onde a sociedade mais vem sofrendo.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A secretaria de Ordem do Pública hoje cuida de fiscalização de eventos, de poluição sonora aqui no Cuiabá. Na Capital, existem muitas festas de facções, principalmente, em distribuidoras de bebidas, os moradores reclamam de som alto. Como que vai ser esse enfrentamento? A pasta vai ser mais combatida com esse tipo de evento?
Eis aí uma reclamação de 11 entre 10 pessoas: a poluição sonora. Os trabalhadores, as pessoas que estudam, padecem com esse tipo de poluição, esse tipo de perturbação. Também é um problema multifacetado. Nós temos que reunir diversos atores também na resolução ou em minimizar as consequências. Nós temos o desenvolvimento econômico das regiões, com os estabelecimentos comerciais, do lazer, das pessoas que labutam e trabalham mas, ao lado, disso nós temos também o repouso noturno, a nossa necessidade de dormirmos. Isso é uma realidade. Eu como munícipe padeço desse tipo de sofrimento. Eu sou testemunha do quanto isso acaba com a vida da pessoa no dia seguinte. Enquanto delegada já atuei, já precisei dos serviços da prefeitura para isso e, de fato, é frustrante. É frustrante todos conhecermos de uma realidade e nada muda. Tenho projetos específicos dessa área, sim. É uma pasta extremamente importante, não só porque eu já sofri com poluição sonora, de não conseguir dormir, de não conseguir ter uma noite digna de sono. Então, eu conheço essa realidade. Não só por isso, mas porque é uma reclamação muito latente hoje. Como eu disse, 11 entre 10 pessoas me ponderam isso e chegam a dizer: “pelo amor de Deus, doutora, olhe para isso”. Então é sim, algo que a gente tem que olhar com cuidado. E sermos inteligentes nas medidas cabíveis.
Até onde a secretaria pode ir nesse enfrentamento?
As medidas administrativas relacionadas às penalidades, às fiscalizações, são de atribuição dessa pasta. No entanto, a concessão desses alvarás de funcionamento, a permissão desses estabelecimentos fica com outra secretaria, que é a Secretaria de Meio Ambiente, onde existem fiscais alocados que tratam também deste importante processo dentro da prefeitura. A nossa ideia é estudarmos se essa segregação é inteligente, é frutífera, se tem dado resultado bons, ou se é melhor unificar os processos. Deixarmos alocados tudo em uma única pasta. A análise da documentação necessária, a concessão de alvarás de funcionamento, para esses estabelecimentos, o impacto que isso vai ter dentro daquela comunidade, e também a fiscalização. É um estudo para tentarmos aglutinar. Isso tudo vai ser levado ao meu conhecimento, ao do secretário de Meio Ambiente, e ao prefeito Abilio. Mas é uma vontade muito grande. Já pude constatar isso com alguns servidores da Secretaria de Ordem Pública que me relataram essa dificuldade que seria um pouco mais efetivo e eficiente que aglutinássemos essas funções. Mas, essa é uma proposta que vai ser estudada, os impactos disso, os lados positivos e os lados, digamos, não tão positivos dessa aglutinação. Rodinei Crescêncio/Rdnews
Jornalista João Aguiar entrevista delegada Juliana Palhares, que assumirá a pasta de Ordem Pública de Cuiabá
O que voce acha que pode levar da experiência de delegada para a Secretaria de Ordem Pública?
A minha experiência como delegada me diz que o crime organizado, as facções, eles se valem de oportunidades. Então, onde as oportunidades estão férteis para que eles possam crescer, se desenvolver e dominar territórios, eles o farão. Nós temos que revisar esses métodos, esses modelos e tentar estancar essa abertura que hoje existe para esse domínio, onde as pessoas trabalhadoras não conseguem descansar em virtude de barulho, virtude de aglomeração desenfreada de estabelecimentos, enfim. Todo esse estudo deve ser feito, porque hoje é um problema muito significativo para a prefeitura. O crescimento desorganizado disso e os impactos que eles fazem na vida de uma comunidade, na vida ali de um bairro, de uma sociedade, que se vê atingida, muitas vezes, por um estabelecimento que não estão regulares ou extrapolam os limites da sua permissão. Tudo isso a gente vai ter que rever, tudo dentro da legalidade, tudo dentro do respeito aos trabalhadores. Nós temos que ter isso muito em mente, é uma atividade econômica importante, as pessoas trabalham, as pessoas sustentam suas famílias com isso, mas paralelamente também tem os deveres. Temos direitos e temos deveres e, muitas vezes, a gente só cobra os direitos, nossos deveres, por vezes eles são esquecidos. Esse trabalho ele não pode ser feito sem o apoio operacional da Polícia Militar, que atua ali junto numa atividade delegada pela secretaria, já que não temos ainda efetivada a nossa Guarda Municipal, que deve chegar em breve. É um benefício, entendemos que todas as grandes cidades do Brasil já têm a sua Guarda que atua bem próxima, comprometida com o território do município, então talvez até que essa realidade da Guarda Municipal aconteça na nossa Capital, continuaremos contando com o apoio indispensável da força da Polícia Militar também. E óbvio, o apoio da Polícia Civil, que recebe todas essas ocorrências, seja da poluição sonora que é um crime ambiental, perturbação da tranquilidade.
A gente também tem um outro problema aqui em Cuiabá que são os fogos de artifícios barulhentos. Está chegando agora época de Natal, de Ano Novo, onde a população sempre solta. A secretaria vai ser combativa com isso? “ Infelizmente a nossa maturidade social ainda não pensa no coletivo” Juliana Palhares
Infelizmente a nossa maturidade social ainda não pensa no coletivo. Todos os anos temos campanhas alertando sobre os impactos negativos em crianças, em idosos, em pessoas doentes, em animais. Tantas tragédias acontecem, mas, infelizmente, a conscientização coletiva ainda não é uma realidade da nossa sociedade. Não é uma exclusividade de Cuiabá. Infelizmente, vivemos essa carência do coletivo, onde o individual, a minha felicidade, a minha satisfação pessoal parece que ela é a mais importante do mundo. Por outro lado, temos que verificar a venda desse tipo de material. Existe essa proibição, mas a venda ainda permitida. Como que isso se opera? Esses estabelecimentos precisam de uma fiscalização? É complicado existir uma regulamentação da proibição e quais são os meios de fiscalizar isso? Quais são as responsabilidades e as penalidades para o descumprimento dessa determinação? Muitas vezes, existe uma legislação, existe o amparo legal para uma ação, todavia qual é a consequência? Qual que são os mecanismos de controle disso e de fiscalização? Ainda são ineficientes. Nós também precisamos repensar quais ferramentas podemos utilizar que sejam eficientes para este enfrentamento. Não só na questão de punição, mas também na questão da conscientização social. Isso é muito importante.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A senhora tirou uma licença para ser secretária? Como funciona?
A partir do momento que eu for cedida para a secretaria, eu deixo de exercer as minhas funções como delegada, mas continuo sendo. O cargo é meu, concurso é meu, eu passei. E todo ato, todo crime em flagrante, posso dar voz de prisão. Continuarei sendo uma servidora pública, servindo no município e conhecedora dos meus direitos e prerrogativas também como servidora. É realmente o que eu faria se uma proposta dessas chegasse para mim. Mas, com todas as garantias, dentro da lei, agindo sempre sob o manto do princípio da legalidade. Se uma proposta indecente dessa, velada, discreta ou escancarada chegar terá a resposta que merece.
Por enquanto a senhora está atuando em duas funções, como delegada e alguns planejamentos da secretaria. Como é esse “on/off” das funções?
Mulher sabe como faz isso, porque a gente não tem on e off. A gente faz várias coisas ao mesmo tempo. As mulheres se identificam bastante com isso. Eu tenho me dedicado realmente a finalizar os meus procedimentos, as minhas responsabilidades como titular da DRCI, cumprindo integralmente os meus deveres ali e nos espaços eu fico me inteirando da secretaria, participando dos debates, participando virtualmente, muitas vezes, também das tratativas e das conversas com os demais secretários, também com muitas responsabilidades de entregas, de planilhas, de análises, pela equipe de transição. Ao mesmo tempo que é extremamente cansativo, ainda mais no final de ano, temos as nossas metas a serem entregues da Polícia Civil, dá uma alegria também de estar indo para essa nova missão, repleta de vontade de fazer o melhor, de fazer a diferença, de cooptar pessoas que estão nessa mesma vibração, nessa mesma energia também de fazer o melhor. É cansativo, mas é prazeroso.
É um desafio novo também.
É um desafio e o desafio nos move. Quando fui para essa delegacia, a DRCI, eu falei: “Meu Deus, que desafio!”. E foi maravilhoso, as dificuldades geram oportunidades. Nós temos que enfrentar as dificuldades, os desafios, o novo, como oportunidades de sermos melhores, de crescermos e não termos medo. Esse é o meu maior mote, de seguir na minha trilha, da virtude, correta, fazendo o meu melhor, e tentar impactar de alguma forma a vida das pessoas, que eu sei que essa secretaria realmente impacta na vida das pessoas. E nada melhor do que você impactar positivamente a vida das pessoas. Na delegacia, eu tive inúmeros oportunidades de atender as pessoas, de com o meu serviço, com o meu dever, eu extrai um obrigado de uma vítima por ter ouvido, por ter ajudado, por ter me empenhado. É o meu dever: É, mas essa satisfação de impactar positivamente na vida de alguém é indescritível, é realmente o combustível do servidor público. Então, essa sensação é muito prazerosa de sentir, que a sua atitude pode impactar na vida de uma pessoa.
A senhora ainda está com a pasta do Procon. Como vai ser a atuação?
Outro órgão extremamente importante. Eu já obtive informações, até pela proximidade com o delegado Rogério Ferreira, da Decon, que o Procon municipal atua muito efetivamente, eles têm um bom diálogo, uma boa convergência. O delegado elogiou muito a atuação do Procon municipal, bastante ativo nas demandas com a delegacia, mas obviamente que o Procon não se resume a uma demanda com a delegacia. Mas já é um excelente sinal de um serviço que está funcionando, pelo menos nas demandas da delegacia, e que a gente espera aprimorar, melhorar, fazer uma entrega ainda melhor do Procon municipal, em parceria com toda a rede de defesa do consumidor, com o Procon estadual também, de criar esses caminhos, essas pontes, entre os demais órgãos de defesa do consumidor.
Hoje temos umas divergências entre governo e município. A ideia é conseguir juntar o trabalho dos dois?
Essa divergência é muito cansativa para todos nós. E uma das questões que a gente conversa bastante é que serviços bons, projetos bons e políticas boas devem ser continuadas. Quantas e quantas vezes uma política pública era implementada por um governo, chegava um outro que era oponente e interrompia um bom serviço? A começa do zero. Estamos fartos disso, nós como cidadãos e usuários dos serviços públicos. O que é bom deve continuar, vamos aprimorar e o que não está legal, vamos trabalhar para melhorar. Essa é a minha visão, de conhecer melhor, de entender esses processos e aperfeiçoá-los, sem demonizações.
Como a senhora acha que vai ser o desafio na secretaria?
Um grande desafio, mas a gente gosta. Tenho certeza de que não foi atoa que esse desafio chegou pra mim. Não participei da construção desse plano todo, pré-campanha, fui chamada pelo Abilio no susto também, jamais imaginaria que ele poderia me enxergar e fico grata por ele ter visto em mim uma pessoa que atende ao interesse da sociedade para comandar essa pasta. Fico muito honrada e farei o meu melhor todos os dias para bem atender a sociedade cuiabana. Moro em Cuiabá, estou aqui há 18 anos, quero o melhor para a cidade também. Vejo algumas mazelas, outras estou tomando conhecimento e o que eu vou entregar é o que eu tenho de melhor, que é o meu trabalho e o meu compromisso, mas estou bastante animada com projetos, com ideias para que a gente possa executar.

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