
A prefeita de Várza Grande, Flávia Moretti (PL), chorou durante depoimento no “1º Fórum do Protagonismo Feminino: Caminhos e Desafios”, realizado nesta sexta-feira (27) na Câmara de Cuiabá, enquanto relatava momentos de dor em que teria sido vítima de violência política de gênero à frente do município.
A gestora indicou que, em muitas situações, sofreu ofensivas de maneira silenciosa e que teve vergonha de relatar ao marido, mas acabou recebendo apoio, tanto dele como de mulheres que fazem parte da política, sendo uma voz ativa contra esse tipo de ataque, puramente por ser mulher.
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Desde que assumiu, Flávia alega que sustenta dificuldades de relacionamento com o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), que nega qualquer tipo de entrave imposto à gestão. Ele também nega que tenha feito ataques pessoais a prefeita e que preza pelo ordenamento legal dos trâmites processuais, que muita das vezes chegam ao parlamento com erros, o que demandam de reanálise do município.
A última polêmica envolvendo Flávia e Wanderley ocorreu após o emedebista mirar o líder da prefeita, vereador Bruno Rios (PL), mandando-o parar de “leitear” a prefeita na tribuna, pois não aceitaria ser usado de palanque. Aliados da prefeita creditam a Wanderley que ele teria chamado da gestora de “vaca”; ele alega que se trata de um termo do linguajar cuiabano para se referir a bajuladores ou “puxa-sacos”.
A situação resultou em um pedido de cassação contra Wanderley na Câmara por quebra de decoro, protocolado pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho, que alega que não irá mais tolerar ofensas à Flávia. Wanderley também foi representado judicialmente por possível crime de injúria .
Veja o vídeo:
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