
O prefeito diplomado de Cuiabá Abilio Brunini (PL), que será empossado às 13h desta quarta-feira (01), classificou o final da gestão do antecessor Emanuel Pinheiro (MDB) como “terrível”. Segundo ele, o servidor está sendo penalizado com atraso salarial e a cidade está abandonada. A fala foi feita assim que chegou à Câmara dos Vereadores, na manhã de hoje, para sua posse oficial. Na ocasião, os vereadores também tomam posse e será eleita a Mesa Diretora da Casa.
Mesmo prevendo um “início de mandato conturbado”, já que será obrigado a pagar a folha de dezembro com recurso provisionado para janeiro, Abilio reafirmou o compromisso de revogar a Taxa de Lixo. “A população não pode ser penalizada”, disse.
Gabriel Rodrigues
“É um fim de gestão terrível, deixando para o servidor uma dívida e para população uma cidade abandonada. Então, lamentável que esteja desse jeito”, completou Abilio, ao chegar na Câmara Municipal, agora pela manhã, para acompanhar a posse dos vereadores.
Sobre o não pagamento da folha dos servidores dentro do mês trabalhado, como aconteceu nos 8 anos da Gestão Emanuel Pinheiro, Abilio afirma que a justificativa do emedebista é “conversa fiada”. Em nota, a Prefeitura de Cuiabá alegou que a quitação não foi possível devido à ausência do repasse de R$ 13 milhões por parte do Governo do Estado referente ao ICMS e IPVA que deve acontecer em 02 de janeiro.
Além disso, Emanuel alegou que deixa R$ 20 milhões em caixa oriundos de receita própria e do Fundo Municipal de Saúde para custeio. Também prevê outros R$ 10 milhões foram viabilizados pelo deputado federal Emanuelzinho (MDB) e senador Carlos Fávaro (PSD) para o custeio da Saúde municipal. Com isso a gestão atual garante deixar um total de R$ 43 milhões para pagamento da folha salarial de janeiro.
“Conversa fiada. O repasse que ele [Emanuel] está esperando é o repasse previsto de janeiro mesmo. Estava pedindo antecipação, queria que fosse antecipado o repasse de janeiro para que pudesse ter mais dinheiro em dezembro. Não tinha dinheiro para pagar os servidores e estava querendo fazer festa e entregar obras inacabadas. Geriu muito mal, não soube administrar o orçamento e chega no final do ano sem pagar os servidores”, pontuou.
Abilio também reafirmou desconhecer a real situação econômica da Prefeitura de Cuiabá. Em relação a nota divulgada ontem (31), apenas questiona se a palavra de Emanuel tem algum valor.
“Só vou saber quando tiver acesso aos dados da Prefeitura, ainda vou tomar posse, não tenho as senhas. Não sei como está o caixa, quando está me deixando de dinheiro. Não tenho como saber. Assim que tiver entrada de receitas, vamos honrar os compromissos. O que Emanuel fala vale alguma coisa?”, indaga.
No que diz respeito a Taxa do Lixo, Abilio garante que mantém o mesmo posicionamento da campanha eleitoral. Neste sentido, sustenta que a população não pode ser penalizada pelos problemas que serão enfrentados pela gestão.
“Mantenho essa posição. Vamos revogar a Taxa do Lixo. Nossa preocupação não é só o salário de dezembro. Emanuel deixa para gente, no começo da gestão, duas folhas. Nós temos que pagar o salário de dezembro com o dinheiro que vai entrar para pagar o salário de janeiro. Temos duas folhas para honrar em janeiro e ele não deixa orçamento para isso. Tem diversas empresas na área da saúde que estão com repasses atrasados. Começo de gestão de maneira muito turbulenta, mas não justifica penalizar população com Taxa do Lixo”, conclui.
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