Filha de advogado assassinado fala em “alívio” após prisão de suspeitos

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Um ano após o assassinato do advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT) Renato Gomes Nery, a filha dele, Renata Nery, diz senti alívio ao ver as prisões dos suspeitos de envolvimento no crime. Até o momento, seis pessoas foram detidas e aguardam julgamento pelo homicídio. Ainda não há data marcada.

Durante visita na sede do , Renata lembra da angústia da família, que passou seis meses buscando respostas para o crime, até que as primeiras prisões aconteceram. “Para a família é sempre muito demorado, é uma luta diária”, salienta.

Reprodução

“À medida que as prisões vão acontecendo a gente sente um pouco de alívio. A gente vai vendo que a justiça está acontecendo. De uma forma lenta para a nossa percepção, mas está acontecendo”, acrescenta.

Até o momento, o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como executor; os policiais Heron Teixeira Pena Vieira, Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, que teriam agido como intermediários; e o casal Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, supostos mandantes do crime, seguem presos.

“Nós da família ficamos aguardando quando essas prisões vao se transformar em definitivas. É uma espera de um processo que é de muita tensão e muita agonia. Isso não termina no inquérito policial, isso vai até o julgamento, até o final – que a gente não sabe quanto tempo vai demorar”, desabafa.

Recentemente, a família dele prestou uma homenagem com a instalação de uma estrela de granito no exato local onde ele caiu baleado. O prédio onde ele atuava agora é chamado de “Edifício Renato Gomes Nery”. 

“Decidimos melhorar o prédio. Meu pai tinha feito um projeto de reforma há alguns anos e deixou pela metade. Resolvemos continuar e está em execução, ainda em andamento. A fachada vai ser mudada e a gente resolveu colocar o nome do prédio de Edifício Renato Gomes Nery em homenagem a ele, porque o prédio era dele”, afirma. Annie Souza/Rdnews

Renata e Livia Nery, filhas do advogado Renato Nery, que foi executado no ano passado

“É uma forma de ressignificar o que aconteceu. E a forma foi colocar um símbolo que fosse um símbolo de algo maior que ele foi na nossa vida, uma luz, uma estrela. Então a gente decidiu colocar ali de uma forma sutil, um marco do que aconteceu e de uma forma que, para a gente, também suavizasse um pouco a dor”, completa.

O crime

A execução do advogado ocorreu em meio a uma disputa judicial envolvendo terras no município de Novo São Joaquim, a 485 km da capital. Renato havia obtido uma vitória significativa no processo, o que teria gerado prejuízos às partes adversárias. A Polícia Civil revelou uma trama complexa, com indícios de crime premeditado, supostamente orquestrada por um casal invasor das terras em questão e com envolvimento de policiais militares.

O Ministério Público já denunciou quatro pessoas envolvidas diretamente no homicídio, incluindo empresários, policiais militares e o executor, que seria um caseiro contratado para a ação. Segundo o inquérito, o advogado foi vítima de uma organização criminosa que contratou policiais para planejarem e executarem o atentado, utilizando recursos financeiros de origem ainda investigada. O crime teria custado cerca de R$ 200 mil aos mandantes.

Até o momento, a investigação aponta a participação de policiais militares que já foram investigados em outros crimes, inclusive na ‘Operação Simulacrum’, que investigou um grupo de mais de 60 policiais militares suspeitos de 24 mortes em simulações de confrontos e foi denunciado pelo Ministério Público. 

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Link da Matéria – via RD News

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