
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), criticou o mercado financeiro devido à reação ao pacote de corte de gastos do Governo Federal e pediu voto de confiança o presidente da República Lula (PT) na execução de medidas que auxiliem no crescimento da economia. A fala foi realizada durante o 1º Encontro Regional – Gestores Municipais Eleitos e Reeleitos, promovido pela Caixa, em Cuiabá, nesta sexta-feira (29).
Fávaro ainda defendeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), que segundo ele, está focado em manter a estabilidade monetária, com o gasto controlado e responsável dos recursos públicos. No entanto, sofreu duro golpe com a especulação monetária, que favorece justamente os bancos com a alta do juros para controlar a inflação.
Caroline De Vita
“Pensem comigo se não é na hora de dar um voto de confiança, até porque essas medidas passam no Congresso Nacional e a prerrogativa do Parlamento pode melhorar as medidas, alterar um pouco, para que o Brasil garanta a estabilidade tão necessária e sonhada por todos nós. É isso que faz a economia crescer com estabilidade, mas quando há um ataque especulativo, um ou dois dias, e o dólar passa de R$ 6 e gera o quê? Inflação. Gerou a inflação, qual a maneira de combater a inflação? Subir taxa de juros, subir taxa de juros para quem ganhar? Os bancos”, argumentou.
Diante da alta do dólar, Fávaro lembrou que a condição se torna lucrativa para os grande banqueiros. Ele defendeu autonomia do Governo Federal e reiterou o pedido de confiança, em especial, ao mercado financeiro – para evitar qualquer tipo de “especulação”.
“Olha aqui, condição perfeita. Nós temos que pensar e repensar. O Brasil tem autonomia, estabilidade, transparência, mereceria um voto de confiança de todos nós, em especial do mercado financeiro, do dito mercado financeiro, no compromisso do governo do presidente Lula e do ministro Haddad da estabilidade financeiras”, emendou.
Para a equipe econômica, a revisão de despesas da União pode gerar uma economia de R$ 327 bilhões de 2025 a 2030. Em curto prazo, a estimativa indica a garantia de economizar R$ 70 bilhões nos próximos dois anos. A proposta foi apresentada ao Congresso Nacional.
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