
O ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro (PSD) e o senador Jayme Campos (União Brasil) se encontraram para analisar a conjuntura estadual e os possíveis cenários nas eleições de 2026. No final, ficou acordado que o diálogo terá prosseguimento com a perspectiva de aliança eleitoral.
O encontro foi realizado na residência de Fávaro, em Cuiabá, na noite dessa segunda-feira (16). O irmão de Jayme, deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) e a jornalista Rafaela Fávaro, filha do ministro, presidente do PSD Mulher e pré-candidata à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), também participaram do jantar que aconteceu em clima “amistoso e informal”.
apurou que dirigentes políticos falaram das suas pretensões para o ano que vem. Enquanto Fávaro garantiu que pretende deixar o primeiro escalão do presidente da República Lula (PT) para tentar reeleição ao Senado, Jayme falou que pode buscar novo mandato de senador, concorrer ao Governo do Estado ou até mesmo não ser candidato a nenhum cargo eletivo e “voltar para casa”.
Fávaro trabalha para construir o palanque da reeleição de Lula em Mato Grosso. Deste modo, o PSD mantém aliança com as federações Brasil da Esperança (PT-PCdoB, PV) e Rede-Psol.
Jayme tem encontrado pouco espaço no União Brasil já que o governador Mauro Mendes, presidente do partido no estado, também almeja o Senado e já declarou publicamente apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo do Estado. Por isso, não descarta buscar abrigo em outra legenda e se aliar ao grupo de centro-esquerda.
Na reunião, Fávaro deixou claro que fala apenas pelo PSD e não tem “procuração” para fazer política em nome dos partidos aliados. No entanto, disse que é simpático a aliança com Jayme e propôs dar andamento as conversações sem descartar possível aliança em 2026.
Essa é a segunda reunião de Jayme com opositores de Mauro Mendes. Na semana passada, o senador esteve com a deputada estadual Janaina (MDB), pré-candidata ao Senado, quando ambos firmaram “pacto de não agressão” e decidiram continuar dialogando politicamente.

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