Fávaro deve estar rindo da divisão de votos na direita, avalia Medeiros

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O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), acredita que seu adversário, o ex-ministro da Agricultura e senador, Carlos Fávaro (PSD), deve estar gargalhando de felicidade com o cenário de pulverização de votos que tem se desenhado no campo da direita em Mato Grosso para as eleições deste ano. A análise foi realizada durante entrevista ao .

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Segundo Medeiros, Fávaro figura como a única estrela do campo de esquerda e centro-esquerda e não terá concorrentes direto nessa ala. Assim, tratou de alfinetar o ex-senador Pedro Taques (PSB), que segundo ele, deve ser rifado de uma eventual dobradinha: “O Fávaro deve estar rindo dessa história toda, porque ele escolheu um campo, é um campo que está lançando um candidato só, que provavelmente eles vão dar o rodo no Taques lá, provavelmente vai acontecer o que aconteceu com o PRD”.

Neste cenário, relembrou uma orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de que quanto mais candidatos estiverem disputando na direita, mais difícil será para o grupo. Medeiros sinalizou que seria necessário uma aliança e redução de candidato. A princípio, apenas ele tem apoio de Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República.

“Ele [Fávaro] está sozinho, enquanto vieram vários candidatos para o lado de cá. É nessa equação que o presidente Jair Bolsonaro tinha dito, que a gente não deve lançar mais de um candidato, porque é mais um candidato para dividir votos, a bacia de votos é uma só. E é óbvio que vai caber ao eleitor fazer a distinção de qual o melhor perfil para fazer esses enfrentamentos todos”, contou.

Além de Medeiros, outros quatros nomes tentam atrair a simpatia do eleitor de direita: deputada estadual Janaina Riva (MDB), o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), a ex-senadora Margareth Buzetti (PP) e o produtor rural Antônio Galvan (Avante). O político sustenta que haverá uma guerra de narrativas, tanto entre a “direita” como com a oposição.

“Eu creio que vai ser uma das mais ranhentas, uma das mais disputadas que o estado já teve. São candidaturas muito competitivas, cada um com o seu nicho. Vai ser uma luta espartana”, disse.

A corrida ao Senado é uma das prioridades do clã Bolsonaro em todo o país, por entender ser na Câmara Alta onde se concentra o maior controle de poder. O objetivo é eleger maioria e conquistar a Mesa Diretora, além de destravar processos de abertura de pedido de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), vistos como “perseguidores” – responsáveis por condenar Bolsonaro por golpe de estado.

Puxão de tapete

Durante relato ao Rdtv Cast, Medeiros foi categórico em dizer que chegou a sofrer tentativas de boicote e que foi alertado por Bolsonaro sobre a situação, mas teria sido referendado à disputa. Além disso, não escondeu o descontamento com a falta de prioridade dentro do seu próprio partido, situação que foi exposta ao presidente da nacional, Valdemar Costa Neto, frente às tentativas de enfraquecimento de seu projeto.

“Eu estava dentro da campanha do senador Wellinton Fagundes [para o Governo], andando com ele e tal, mas de repente eu percebi, e política não existe segredo, que realmente houve uma vontade de troca, de me tirar do jogo, né? E é isso, obviamente, que eu mostrei os dentes, porque eu sei que faz parte do jogo”, expôs ele, sinalizando eventual movimento de sabotagem de seu nome e potencialização em torno de Janaina, que é nora Wellington.

Link da Matéria – via RD News

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