Faccionados vão a julgamento por tortura e homicídio de nordestinos em MT

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Daniel Junio dos Santos Barbosa, Jonathan Martins, Josimar Carvalho da Silva, Lucas de Souza Aguiar, Marcelo Lourenço da Silva, Wesley Musquim de Sousa e Wesley Rocha dos Santos, acusados de integrar a facção criminosa Comando Vermelho, vão a julgamento nesta quarta-feira (29), em Rondonópolis (212 km ao Sul), pela tortura de 14 homens e homicídio contra 3 deles, todos vindos da região Nordeste do país. Eles acreditavam que as vítimas seriam integrantes de uma facção rival.

 

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Os réus foram denunciados em setembro do ano passado pela 6ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca por sequestro qualificado e tortura. Eles teriam obedecido a ordens que partiram de dentro de unidades prisionais do Estado de Mato Grosso.

 

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), além de integrarem e promoverem pessoalmente organização criminosa, nos dias 30 e 31 de maio de 2024, os homens privaram de liberdade 14 vítimas, mediante sequestro e cárcere privado, que resultaram em grave sofrimento físico e moral.

 

As vítimas são trabalhadores nordestinos que se mudaram para a cidade de Rondonópolis para prestar serviço a uma fábrica de pré-moldados. Elas estavam alojadas em uma residência no Bairro Paiaguás. No dia do crime, os denunciados e outras pessoas ainda não identificadas, mediante divisão de tarefas, invadiram o alojamento da empresa e amarram as vítimas com fios e arames, “valendo-se de temor fantasioso de que elas pertenciam à facção rival disposta a tomar o comando da região”.

 

Segundo o MP, 11 vítimas foram separadas em grupos e levadas até um outro imóvel, onde foram mantidas em cativeiro, agredidas, torturadas e ameaçadas para que confessassem integrar organização criminosa rival ao Comando Vermelho. Elas ficaram sob domínio dos denunciados por mais de 10 horas.

 

As outras 3 pessoas foram levadas para uma região de mata, onde foram “brutalmente executadas”. Uma das vítimas fatais foi asfixiada e posteriormente atingida por disparo de arma de fogo. Outras duas foram mortas com golpes de arma branca.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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