
Dois homens, de 18 e 21 anos, supostamente integrantes do Comando Vermeho, que não tiveram as identidades reveladas, foram presos em Sorriso (a 397 km de Cuiabá), suspeitos de envolvimento no sequestro, tortura e morte de Weverton Lopes Souza, de 20 anos, que ficou desaparecido por três dias. Um terceiro suspeito é procurado.
A equipe de investigação da Delegacia de Sorriso apurou que o jovem foi sequestrado por integrantes do CV e, após ser torturado por horas, foi morto e jogado às margens da estrada da Linha Alto Celeste, perto de uma propriedade rural. O homicídio teria sido ordenado por criminosos detidos na Penitenciária Central (PCE) em Cuiabá, após a vítima ser apontada como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival.
Reprodução
De acordo com a Polícia Civil, a vítima havia saído de casa para o trabalho, no dia 8 de outubro, e, no trajeto, passou na casa de um conhecido. Depois disso ele não foi mais visto. O pai de Weverton procurou a polícia e registrou o desaparecimento do filho, informando que o jovem não tinha costume de se ausentar de casa.
O corpo de Weverton foi localizado na quinta-feira (10), após a prisão do primeiro envolvido, que indicou onde a vítima foi executada, submetida ao denominado “tribunal do crime”.
O criminoso de 21 anos, preso nesta sexta, é o mesmo que estava na casa onde Weverton foi visto pela última vez com vida. Da residência, a vítima foi conduzida com as mãos amarradas por duas pessoas e colocada dentro de um veículo GM Celta.
O suspeito foi detido em um ônibus intermunicipal que saiu de Sinop com destino a Sorriso. Os policiais interceptaram o veículo próximo ao trevo da cidade de Vera. Ele confirmou a participação no sequestro e no homicídio e informou que o outro suspeito, de 18 anos, estava em um hotel em Sinop, onde equipes policiais da cidade o prenderam. Após a segunda prisão, os policiais civis chegaram à localização do corpo de Weverton.
Durante entrevista, os dois suspeitos confessaram a participação no crime e que sequestram a vítima a mando de líderes de uma facção criminosa. A vítima foi submetida a agressões com pauladas, socos e golpes de faca e depois executada com uma arma de fogo. Todos os atos bárbaros foram ordenados e presenciados por criminosos, que acompanharam por videochamada a sessão de tortura e execução do jovem.
O veículo usado no crime foi localizado em uma residência no bairro Mário Raiter, onde foi encontrado ainda um VW Gol sem placas. A residência, sem habitantes, é possivelmente utilizada como esconderijo de carros do grupo criminoso.
Os dois detidos foram autuados em flagrante pelos crimes de ocultação cadáver, homicídio doloso qualificado, constituir organização criminosa e tortura mediante sequestro.
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