Exportações para os EUA têm queda de 28% em novembro, mesmo com o fim do tarifaço

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As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos tiveram queda de 28% em novembro, em relação ao mesmo período do ano passado, mesmo com o fim do tarifaço, determinado pelo governo americano.

 

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O resultado da balança comercial foi divulgado nesta quinta-feira (4) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

 

Os cinco produtos que mais registram queda na exportação para os Estados Unidos foram:

 

– óleo bruto de petróleo – 66%
– café não torra – 55,6%
– carne – 58,6%
– sucos de frutas e vegetais – 40,1%
– celulose – 31,4%

 

Desde agosto, quando começaram a vigorar as tarifas americanas, o Brasil tem registrado redução dos valores.

 

No entanto, os Estados Unidos revogaram a medida em 20 de novembro.

 

Com isso, a sobretaxa de 40% deixou de valer de forma retroativa desde de 13 de novembro, finalizando o tarifaço que, somado à tarifa recíproca, elevava em 50% o custo de entrada de diversos itens no mercado americano.

 

Segundo o governo federal, a expectativa é que isso mude a partir de dezembro.

 

“Os exportadores só souberam da medida no dia 20 de novembro. Mesmo sendo retroativo a 13 de novembro, não foi possível que eles se antecipassem. Por isso, não tem efeito ainda neste mês. Em dezembro deve ser possível observar esse impacto”, explicou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

 

Resultado positivo
No mês de novembro, as exportações somaram US$ 28,515 bilhões e as importações, US$ 22,673 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,842 bilhões e corrente de comércio de US$ 51,188 bilhões.

 

A China puxou o aumento de exportação neste mês, com 41%.

 

No ano, as exportações totalizam US$ 317,822 bilhões e as importações, US$ 259,983 bilhões, com saldo positivo de US$ 57,839 bilhões e corrente de comércio de US$ 577,804 bilhões.

 

Brandão destacou a safra recorde de soja neste ano e, dentro da agricultura, aumento do café (9,1%), milho (12,6%) e algodão (18,6%).

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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