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O advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros ao deixar o seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em dezembro de 2023
Nesta quinta-feira (05) completa um ano da execução do advogado Roberto Zampieri . O crime aconteceu no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Zampieri foi morto a tiros, quando saía de seu escritório. Até hoje, o trio preso e denunciado pelo crime segue sem julgamento e o suposto mandante do crime, o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, foi indiciado pelo crime e chegou a ser preso em março deste ano, mas foi solto dias depois .
Foram presos e denunciados pelo homicídio Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual aponta Caçadini como o financiador do crime, Antônio como executor e Hedilerson com o papel de intermediário. O MP pede para que o trio, que segue preso, seja levado para júri popular .
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O fazendeiro de Rondonópolis, Aníbal Manoel Laurindo, indiciado pela DHPP de Cuiabá como suposto mandante da execução de Zampieri
Para o delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, o empresário e fazendeiro de Rondonópolis Aníbal Manoel Laurindo, de 74 anos, seria o mandante do crime. A motivação foi uma disputa de terras em Paranatinga. A terra foi avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
Conforme as investigações, o mandante acreditava que existia uma proximidade entre o advogado Zampieri e um desembargador, o que poderia impactar em uma segunda perda judicial para a outra parte. Aparecido Carmo
O coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa: trio é réu pelo homicídio de Zampieri em Cuiabá
Implosão no Judiciário
Nos últimos meses, a possível proximidade de Zampieri com desembargadores começou a ser exposta pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Diálogos no “celular bomba” do advogado apontavam um suposto esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho foram afastados das funções por ordem da Corregedoria Nacional de Justiça, em agosto deste ano. Montagem/Reprodução
Os desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho: afastados pelo CNJ por suposto envolvimento com venda de sentença
Além dos desembargadores, no celular do advogado também foram encontrados diálogos com o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, de 45 anos, que indicam que o esquema também se estendia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por conta disso, as investigações sobre a morte de Zampieri saíram das mão da Polícia Civil de Mato grosso e foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal . No último dia 26, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sisamnes e cumpriu mandatos contra 23 alvos. Andreson é um deles e foi preso. Já os desembargadores Sebastião e João Ferreira terão que usar tornozeleira eletrônica.
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