
O exame necroscópico da jovem Heloysa Maria de Alencastro , de 16 anos, – sequestrada, morta e encontrada em um poço desativado em Cuiabá – apontou que o material genético na região íntima da vítima, que levou à suspeita de estupro, não pertence a nenhum dos acusados de cometer o crime.
O padrasto de Heloysa, Benedito Anunciação de Santana, de 40 anos – suspeito de ser o mandante do crime – e o filho dele, Gustavo Benedito Junior Lara de Santana, 18, foram indiciados pela morte da adolescente , podendo responder na Justiça pelos crimes de feminicídio, roubo majorado, extorsão majorada, lesão corporal no âmbito doméstico e ocultação de cadáver. Cecília Nobre/Rdnews
Da esquerda para a direita: delegados Guilherme Bertoli e Marcos Sampaio
Durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (07), o delegado Marcos Sampaio, que está à frente das investigações, afirmou que, ao identificarem a possibilidade de estupro, diante de hematomas e outros sinais na região íntima da vítima, foram realizadas as coletas de materiais genéticos da vítima e dos suspeitos, cuja confrontação foi negativa.
“Embora existam vestígios de que ocorreu algum ato libidinoso com a vítima, a gente não pode afirmar que esse ato libidinoso foi decorrente de ação dos suspeitos, porque a gente fez essa confrontação genética e essa confrontação genética deu negativo”, destacou Sampaio.
O crime
Heloysa foi sequestrada na noite do dia 22 de abril, enquanto estava em casa, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. O corpo da vítima foi encontrado durante a madrugada desta quarta (23), em um poço, na região da Avenida Dubai, no bairro Ribeirão do Lipa. Montagem
Benedito Anunciação de Santana e Gustavo Benedito Junior Lara de Santana, pai e filho indiciados pela morte de Heloysa Alencastro (no detalhe)
Segundo o delegado, foi comprovada que a motivação do crime seria passional, pois Benedito tinha um “ciúme possessivo e abusivo” de Suellen Alencastro, mãe de Heloysa, e teria ordenado o crime, por não aceitar o fim do relacionamento.
“A motivação seria passional, seria motivada por ciúmes, intolerância e não aceitação do fim de um relacionamento, que, pelo que a gente apurou, era abusivo do início ao fim”, destacou o delegado.
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