Ex-secretário da Seaf diz que parecer da CGE é “tendencioso” e induz ao erro

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O ex-secretário de Estado de Agricultura Familiar,  Luluca Ribeiro (MDB), emitiu   nota  classificando o parecer da Controladoria Geral do Estado (CGE)  como  “tendencioso” e “equivocado” e afirmou que sua gestão sempre foi pautada na transparência.  Ele foi alvo da Operação Suzerano que investiga o suposto esquema na execução de emendas parlamentares com sobrepreço de até 80% do valor de mercado.

Secom

“É inverídica a informação contida em parecer emitido pela Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT), que foi encaminhado aos órgãos de controle e ao Poder Judiciário, afirmando que as aquisições feitas com recursos oriundos de emendas distribuídas nas secretarias de Estado obedecem a processo licitatório. Esse parecer induz o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Civil a erro, ao afirmar a necessidade de licitação e, ainda, ao utilizar preços públicos ao invés de preços de mercado, induzindo à conclusão pela existência de superfaturamento na citada compra de kits”, diz trecho da manifestação de Luluca.

O ex-secretário disse ainda que sua gestão à frente da pasta s sempre foi pautada pelos princípios da administração pública, em especial o da transparência. Luluca afirmou ainda que sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário e “espera que as investigações da Polícia Civil elucidem os fatos e restabeleçam a verdade”.

A operação

De acordo com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) as investigações tiveram início após um relatório de auditoria da CGE que apontou o superfaturamento em termos de fomento seriam utilizados na compra de kits de agricultura familiar, no valor de R$ 28 milhões .

Estão sendo cumpridas mais de 50 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão, nos endereços dos investigados em Cuiabá, Várzea Grande e Alto Paraguai, tendo equipamentos eletrônicos e documentos como alvos principais.

O Poder Judiciário determinou também o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de bens e valores de até R$ 28 milhões, além do afastamento dos servidores públicos envolvidos.

Conforme a decisão da Justiça, todos os envolvidos tiveram que entregar os passaportes e estão proibidos de manter contato entre si, com testemunhas e outros servidores da secretaria, além de não poderem acessar as dependências da Pasta. Empresas envolvidas foram proibidas de contratar com o Executivo Estadual.

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