
Filiado ao PL, o ex-presidente da Câmara Chico 2000 afirma ter um sentimento de tristeza com o prefeito e correligionário Abilio Brunini e frisa que, desde o começo, não tem uma relação nada cordial com o chefe do Palácio Alencastro. “Os momentos de cordialidade entre nós partiram de mim. O momento de hastear bandeira branca, esse hasteamento foi feito por mim”, frisa Chico, nesta quinta (4), quando reassumiu o mandato após mais de 120 dias de afastamento.
A denúncia, que originou a operação Perfídia, que tem Chico entre os alvos, foi feita por Abilio que era deputado federal. Chico nega veementemente às acusações e sustenta que apenas conduziu republicanamente a aprovação de um projeto amplamente debatido por 42 dias dentro da Câmara.
O ex-presidente avalia que a situação demonstra que não é bem quisto na base governista. Apesar disso, Chico diz que não fará oposição a Abilio, mas sim terá uma postura de independência, chancelando aquilo que for bom para Cuiabá.
“Eu nunca fui oposição. Eu sempre ajudei Cuiabá. Agora, é natural que eu vou analisar muito bem as mensagens do Executivo que vier para essa Casa. Se eu entender que são positivas, terá o meu voto. Mas, se eu entender que não são, terá o meu não”. E, depois completa: “Eu não vou defendê-lo. Mas, eu vou anuir tudo o que ele mandar para essa Casa que for positivo”. Nesta linha, ressalta que terá uma relação
Questionado sobre a permanência ou não no PL, Chico confirma que tem cartas de liberação dos diretórios de Cuiabá, de Mato Grosso e até Nacional. Apesar disso, assevera que não pretende, por ora, deixar a legenda. Mesmo vivendo relação conflituosa com alguns membros como o prefeito. “O momento da saída é meu. O momento da saída não é do PL”.
Afastamento e resiliência
Chico 2000, durante a coletiva, também falou sobre os dias em que permaneceu afastado do cargo. Ele diz que chorou algumas vezes. “Você passar por isso que eu passei e que ainda estou passando. Proibido, inclusive, de sair da comarca. Isso realmente é muito triste. Para um cara que tem cinco mandatos cumpridos. Tá cumprindo o sexto. E que nunca respondi nada nesta casa. Nesse sentido. Então isso me fez chorar, sim, algumas vezes”.
Deflagrada em 29 de abril, a operação apura uma denúncia sobre suposta cobrança e recebimento de R$ 250 mil a título de propina para articular a aprovação de um projeto que atenderia interesse da empresa responsável pelas obras do Contorno Leste. Além de Chico, Sargento Joelson também é alvo da investigação, tendo retomado hoje os trabalhos. Todos negam as acusações.
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