Está sendo julgado por quem fala que derrotou o bolsonarismo, diz Abilio

Imagem

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) considera que o julgamento da denúncia   contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e outros sete por tentativa de golpe de Estado em 2022 é um “jogo de cartas marcadas”.  Segundo ele, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que  atuam no caso  já declararam publicamente que “derrotaram o bolsonarismo”, o que coloca em xeque a sua imparcialidade.     

  É muito difícil quando você percebe que um juiz declara publicamente, por diversas vezes, que eles derrotaram o bolsonarismo.  E ser julgado por quem fala que derrotou o bolsonarismo é um processo praticamente declaratório das decisões judiciais antes mesmo de   decidirem. Então, assim, é complicada a situação que está passando  o Brasil”, declarou Abilio, nesta terça-feira (25).

Jessé Soares/Assessoria

A Primeira Turma do STF  iniciou, nesta terça-feira (25), a primeira sessão para avaliar se a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) deve ser aceita.

De acordo ministros e auxiliares, nesta terça haverá a leitura da denúncia da PGR e as sustentações orais das defesas. Todo esse processo deve levar cerca de duas horas e meia. Na parte da tarde, os ministros começam a votar sobre as questões preliminares.

O colegiado decidirá se o caso deve avançar e ser transformado em uma ação penal. Caso isso ocorra, Bolsonaro se tornará o primeiro ex-presidente da República  a ser réu por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa.

A 1ª Turma do STF é composta por: Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Além de Bolsonaro, mais sete indivíduos são apontados como parte do “núcleo crucial”. Entre eles estão os generais Augusto Heleno e Braga Netto, Mauro Cid e o ex-ministro Anderson Torres.

Moraes, Dino e Zanin mantidos no caso

Bolsonaro e aliados tentaram afastar os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin do inquérito do golpe.

O plenário virtual do Supremo analisou os recursos das defesas de Bolsonaro e dos generais Braga Netto e Mário Fernandes, que questionavam a imparcialidade dos ministros. Dez ministros votaram para manter Zanin no caso. No caso de Moraes e Dino, foram nove votos favoráveis à permanência deles e um voto divergente, do ministro André Mendonça. (Com informações do G1)

Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Link da Matéria – via RD News

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*