
A nail designer Elizane Campos acusou policiais militares de executar o marido dela, Gilmar Machado da Costa , apontado como membro da facção Comando Vermelho, morto nesta quinta-feira (20), durante a Operação Acqua Ilicita , em Cuiabá. Segundo a mulher, Gilmar não teria oferecido resistência, nem estava armado, mas, ainda assim os agentes de segurança teriam “peneirado” ele – maneira de dizer que o homem foi alvejado. Conforme as forças de segurançam, entretanto, Gilmar teria reagido à ação conduzida pelas Forças de Segurança – Gaeco, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
No, que circula nas redes sociais, Elizane diz que passou por “um dos piores pesadelos” de sua vida. Segundo ela, os policiais chegaram por volta das 6 horas, “invadiram” a residência, enquanto todos estavam dormindo e que teriam mandado que ela e o sobrinho do casal fossem para o andar de baixo, ficando apenas Gilmar e os policiais.
“E aí a gente só escutou seis tiros. Ele não ofereceu resistência, ele não ofereceu nenhum tipo de ameaça, ele não estava armado. Foi execução. Vocês estão cansados de saber que, em troca de tiro, a polícia joga uma arminha ‘véia’, calibre 38, na mão do cidadão e dá o B.O. pra ele assinar”, disse Elizane. Reprodução/Montagem Rdnews
No detalhe, Elizane Campos e o marido Gilmar Machado Costa
A esposa de Gilmar cobrou uma posição das autoridades, sobre o que aconteceu, alegando que “tem muito disse-me-disse” e que a família está sofrendo.
“Meu marido nunca matou ninguém, nem por defesa. Nunca. E agora a polícia tá alegando uma coisa horrível dele. Foi tudo muito rápido, seis tiros no peito dele, ‘peneiraram’ ele. Isso dói muito, porque a polícia fala que é um bandido e fazia coisa ilícita, sim, mas o coração dele era de ouro”, disse a mulher, chorando.
Operação Acqua Ilicita
Durante a operação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por meio da força-tarefa composta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, Fabio Junior Batista Pires, vulgo “Farrame” também morreu a tiros, após reagir à abordagem policial.
Além de Cuiabá, faccionados dos municípios de Várzea Grande, Nobres e Sinop também foram alvos.
Os alvos são suspeitos de extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa que vinha prejudicando comerciantes de água mineral e aumentando os preços para os consumidores, com o objetivo de enriquecer criminosos que aterrorizam a população em Mato Grosso.
Outro lado
O entrou em contato com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), mas não obteve resposta até o encerramento da matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
Veja, abaixo , o vídeo de Elizane, publicado pela página Tá querida:
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