
A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos completou 1 mês. O ditador venezuelano foi levado junto com a mulher, Cilia Flores, para Nova York, onde será julgado por narcotráfico.
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Com a queda de Maduro, a presidência venezuelana passou a ser ocupada por Delcy Rodríguez, que até então era vice. A nova gestão vem conduzindo, sob pressão, mudanças exigidas pelos EUA, ainda que mantenha o discurso chavista.
As mudanças na Venezuela desde a queda de Maduro
Troca de governo
Maduro foi capturado no dia 3 de janeiro, após um ataque em larga escala contra a Venezuela. A ofensiva resultou na morte de quase 100 pessoas, entre civis e militares.
A ruptura, no entanto, não foi total. O chavismo, representado pela figura de Rodríguez, continuou no poder, ainda que sob influência direta de Washington.
A ruptura, no entanto, não foi total. O chavismo, representado pela figura de Rodríguez, continuou no poder, ainda que sob influência direta de Washington.
O presidente americano, Donald Trump, convidou Rodríguez para ir à Casa Branca, acrescentando que “tudo está indo muito bem” ao se referir ao país.
Em mais um aceno, na segunda-feira (2), a presidente se encontrou com Laura Dogu, nova chefe da missão diplomática americana, que afirmou que a “transição” faz parte da agenda bilateral.
Setor petroleiro
Após a queda de Maduro, a Venezuela aprovou uma reforma da lei do petróleo, que vem sendo apontada como um reflexo da pressão americana.
A legislação revoga a nacionalização e o modelo estatista que estava em vigor. Com isso, o setor privado poderá atuar no país sem a participação minoritária da estatal PDVSA.
Trump já afirmou que tem o objetivo de atrair empresas americanas para o país sul-americano. Como uma das medidas, os EUA anunciaram que suspenderiam parcialmente o embargo sobre o petróleo venezuelano.
Reforma militar
A sucessora de Maduro promoveu uma série de reformas, tanto no gabinete quanto em uma área com a qual tinha pouco contato anteriormente, mas que define e sustenta cada vez mais seu poder: as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).
Após a operação de 3 de janeiro, Rodríguez assumiu o poder e substituiu a Guarda Presidencial. Em seguida, fez alguns ajustes entre os ministros e no setor econômico, nomeando funcionários de sua confiança. Diversas mudanças em altos cargos militares também foram anunciadas.
Anistia a presos políticos
Rodríguez anunciou uma anistia geral para os presos políticos. A medida se aplica para as pessoas encarceradas desde 1999, não se aplicando a condenados por homicídio, tráfico de drogas e corrupção.
Já a prisão El Helicode, sede do Serviço de Inteligência do Governo, será transformada em espaço cultural e esportivo. O local é visto como um centro de tortura no país.
Relembre a captura e prisão de Maduro
O anúncio de que Maduro foi capturado foi feito por Trump pelas redes sociais.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua mulher. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança dos EUA”, escreveu o republicano.
Vídeos que circularam nas redes sociais na ocasião mostraram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada do dia 3 de janeiro, enquanto múltiplas explosões iluminaram o céu da capital venezuelana.
Após a captura, Maduro compareceu a uma audiência perante a Justiça dos Estados Unidos, no tribunal federal de Manhattan, em Nova York, onde responde por crimes de tráfico de drogas, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso e à posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
O venezuelano está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, unidade prisional federal conhecida pelas más condições de funcionamento e por abrigar presos de alta notoriedade internacional. A audiência marca o primeiro passo formal do novo estágio do processo criminal que tramita contra ele no Distrito Sul de Nova York.

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