
Enredo criado entre Cuiabá e São Paulo emociona o Sambódromo do Anhembi com homenagem a Cazuza no desfile da Camisa Verde e Branco. Assinado pelos enredistas Clark Mangabeira e Victor Marques, que moram na Capital, ele lembrou vida e obra do cantor e compositor e o desfile contou com a presença da mãe do artista, Lucinha Araújo, e do ator Daniel de Oliveira.
É da dupla também o enredo “Egbé Iyá Nassô”, que levou neste domingo (2) para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio, a história do primeiro terreiro de candomblé do Brasil. Integrante do grupo especial das escolas de samba de São Paulo, a Camisa Verde e Branco entrou na avenida no sábado (1º), já com o sol nascendo, encerrando os desfiles do primeiro dia dos cortejos no Sambódromo do Anhembi.
O enredo “O Tempo Não Para! Cazuza – O Poeta Vive!” foi uma grande homenagem ao músico que morreu em 1990, vítima de AIDS, aos 32 anos. Para o desfile, a escola apresentou uma comissão de frente com coreógrafos e um tripé revestidos de papéis simulando as composições de Cazuza. Uma criança brincava e subia uma escada da alegoria, onde se encontrava um personagem interpretando o músico. A escola também levou fantasias com adereços que remetem às músicas do cantor, como “Exagerado” e “O Tempo Não Para”.
Nas alegorias, a escola deu espaço para banda Barão Vermelho, grupo onde Cazuza despontou, e contou a importância dos personagens da década de 1980, época em que o artista atuou. Para isso, membros da escola representaram artistas como Rita Lee, Chacrinha e Elke Maravilha, ícones da época e contemporâneas de Cazuza.
No último carro alegórico, ao lado de fotos do cantor em diferentes momentos da vida, como infância e adolescência, Dona Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, foi posicionada Enredo criado entre Cuiabá e São Paulo emociona o Sambódromo do Anhembi com homenagem a Cazuza no desfile da Camisa Verde e Branco. Assinado pelos enredistas Clark Mangabeira e Victor Marques, que moram na Capital, ele lembrou vida e obra do cantor e compositor e o desfile contou com a presença da mãe do artista, Lucinha Araújo, e do ator Daniel de Oliveira.
É da dupla também o enredo “Egbé Iyá Nassô”, que levou neste domingo (2) para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio, a história do primeiro terreiro de candomblé do Brasil. Integrante do grupo especial das escolas de samba de São Paulo, a Camisa Verde e Branco entrou na avenida no sábado (1º), já com o sol nascendo, encerrando os desfiles do primeiro dia dos cortejos no Sambódromo do Anhembi.
O enredo “O Tempo Não Para! Cazuza – O Poeta Vive!” foi uma grande homenagem ao músico que morreu em 1990, vítima de AIDS, aos 32 anos. Para o desfile, a escola apresentou uma comissão de frente com coreógrafos e um tripé revestidos de papéis simulando as composições de Cazuza. Uma criança brincava e subia uma escada da alegoria, onde se encontrava um personagem interpretando o músico. A escola também levou fantasias com adereços que remetem às músicas do cantor, como “Exagerado” e “O Tempo Não Para”.
Nas alegorias, a escola deu espaço para banda Barão Vermelho, grupo onde Cazuza despontou, e contou a importância dos personagens da década de 1980, época em que o artista atuou. Para isso, membros da escola representaram artistas como Rita Lee, Chacrinha e Elke Maravilha, ícones da época e contemporâneas de Cazuza. No último carro alegórico, ao lado de fotos do cantor em diferentes momentos da vida, como infância e adolescência, Dona Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, foi posicionada à frente da alegoria. Ela acenou e mandou beijos para o público, que retribuo os gestos de carinho. Noutro carro o ator Daniel de Oliveira, que ganhou elogios por sua atuação no filme “Cazuza: O Tempo Não Para” (2004), deu vida mais uma vez ao ícone do rock nacional para desfilar devidamente caracterizado.
Em entrevista recente ao Caderno Vida, Victor explicou que a escola queria muito falar sobre Cazuza havia algum tempo, “e encontrou na gente a possibilidade de pesquisar, como cariocas e fãs do Cazuza também, e construir uma rede que também vai encantar o Anhembi”. “Uma honra para nós enquanto cariocas”, reforçou Clark.
RESGATE HISTÓRICO
Na oportunidade eles também falaram do orgulho de poder criar o enredo “Egbé Iyá Nassô”, que a vencedora da Série Ouro do Carnaval de 2024 no Rio de Janeiro, a Unidos de Padre Miguel, apresentou na Marquês de Sapucaí em sua volta ao Grupo Especial. Ele conta a história do Terreiro Casa Branca do Engenho Velho, fundado em Salvador, na Bahia, pela ialorixá Francisca da Silva (Iyá Nassô), que é considerado o primeiro terreiro de candomblé do Brasil, além de também ser o primeiro tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1984.
“Contamos a saga de uma mulher africana, membro da corte do Império de Oyó, que veio para o Brasil na condição de escravizada e que manteve a religiosidade, não se afastou da mãe África. Depois de muita luta contra preconceitos e perseguições, ela inaugura o primeiro terreiro de candomblé do Brasil, a Casa Branca do Engenho Velho”, destacou o carnavalesco Alexandre Louzada, em entrevista à Agência Brasil.
“Dizemos que ela plantou o primeiro axé aqui no Brasil, que ela fundou, na verdade, o modelo de candomblé ketu no país”, complementou o arquiteto Lucas Milato, que também é carnavalesco da escola de samba. Responsável pelo culto a Xangô, um dos principais orixás das religiões afro-brasileiras, no palácio do Alafin de Oyó, Iyá Nassô teve a colaboração de outras duas ialorixás na construção da casa de candomblé na capital baiana: Iyá Adetá e Iyá Akalá, também celebradas no samba da Unidos de Padre Miguel. “A Iyá Nassô era de Oyó e a Iyá Adetá de Ketu.
Elas trazem com elas todas essas influências africanas desses dois reinos extremamente importantes para a África, mas que entraram num processo de declínio por conta de invasões, então elas precisaram vir para o Brasil, já na condição de escravizadas, e aqui precisaram buscar formas de manifestar a sua religião, a sua fé”, explicou Lucas na mesma entrevista. “É uma história que a nossa história oficial não conta”, refletiu Alexandre.
“Trazemos à tona personagens esquecidos pela história, porque na época colonial houve esse apagamento cultural, não só dos que vieram da África para o Brasil, como da própria África, então hoje existe um movimento muito forte de resgate dessa cultura africana, porque somos um país de maioria com descendência africana”, acrescentou. (Com informações da Agência Brasil)

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