
Maior organização mundial dedicada ao avanço da tecnologia em beneficio da humanidade, a Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), apresentou nos dois dias da FutureCom 2025, em São Paulo, evento, referência em Conectividade e Inovação na América Latina, mostrou que o futuro das cidades dependerá da tecnologia limpa e sustentável, com uso consciente nos próximos anos. Em dois dias de feira, especialistas mostraram como inovação, ciência e engenharia podem transformar a vida urbana e impulsionar a transição energética no Brasil.
Com estande e duas apresentações no evento, a IEEE reuniu especialistas para debater soluções que unem inovação, meio ambiente e desenvolvimento econômico.
Fred Moraes/GD
Na IEEE Arena , pesquisadores como Cristiane Agra Pimentel (UFRB) e Renato Alves Borges (UnB) apresentaram iniciativas que reforçam o papel da ciência e da engenharia no combate às mudanças climáticas e na construção de um planeta mais sustentável.
O painel “Tecnologias Limpas para Cidades Sustentáveis, Inteligentes e Resilientes” também chamou atenção do público. Nomes como Otavio Chase (UFRA), Vanessa Schramm (UFCG) e Tereza Carvalho (USP) mostraram como a aplicação de energia limpa, sistemas de armazenamento (BESS), macrogerenciamento hídrico e inteligência artificial pode transformar a infraestrutura urbana e reduzir desigualdades.
Um dos pontos mais comentados foi a iniciativa Amazônia 4.0 , que propõe instrumentalizar cadeias produtivas baseadas na biodiversidade, como a do cacau e do cupuaçu, com recursos da Indústria 4.0. A proposta busca fomentar a economia local, reduzir o desmatamento e garantir distribuição mais justa dos benefícios socioeconômicos.
Fred Moraes/GD
Além dos debates, o estande do IEEE foi um dos pontos mais visitados da feira. O espaço contou com atividades interativas, incluindo jogos que questionavam o público sobre as diferentes formas de aplicação da inteligência artificial na sociedade . A proposta atraiu filas e estimulou reflexões sobre como a tecnologia pode ser usada de forma ética e responsável no dia a dia.
As discussões também reforçaram que o Brasil tem potencial para ampliar em até 25% sua matriz elétrica com fontes renováveis já em 2026, impulsionando não apenas a transição energética , mas também a participação da indústria nacional no cenário global de inovação.
O instituto ainda reforçou que a inteligência artificial, macrogerenciamento hídrico e infraestrutura tecnológica podem contribuir para aumentar a participação de energias limpas na matriz elétrica brasileira e impulsionar o PIB nacional até 2030.
Ao final, o IEEE pontuou que a inovação é a chave para promover equilíbrio entre crescimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida nas cidades do futuro.
A reportagem da Gazeta Digital foi convidado pelo IEEE para acompanhar de perto os dois dias da Futurecom, trazendo os principais debates e tendências que devem moldar o futuro da tecnologia sustentável.

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