
O empresário e influencer digital Ezequiel Padilha de Souza Ferreira, de 31 anos, foi um dos alvos da Operação Fachada , deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (05), por suspeita de envolvimento com agiotagem. Ele deve responder pelos crimes de extorsão e associação com facção criminosa. Padilha já se encontra preso preventivamente desde terça-feira (03) por outra investigação que está em andamento na Polícia Civil.
O influenciador é famoso nas redes sociais por postar vídeos mostrando dinheiro e objetos caros. No Instagram, ele possui quase 22 mil seguidores e se apresenta como empreendedor, empresário do ramo imobiliário e dono de empresas de terraplanagem e agronegócios.
Segundo a Polícia Civil, além dele, outros quatro empresários de Cuiabá e Chapada dos Guimarães foram alvos da ação.
Durante diligências, a Polícia Civil de Chapada dos Guimarães apurou que os suspeitos agiam emprestando dinheiro com juros abusivos a pessoas humildes, recorrendo à atuação de facção criminosa para realizar as cobranças quando os pagamentos atrasavam.
De acordo com o delegado de Chapada dos Guimarães, Eugênio Rudy Júnior, o método de cobrança incluía ameaças, coações e atos de violência, caracterizando clara associação entre o poder econômico e o crime organizado.
“O empresário de Cuiabá [Padilha], do ramo imobiliário, empresarial e do agronegócio possui quase 22 mil seguidores nas redes sociais. Ele ostenta uma vida de luxo, exibindo caminhonetes de alto padrão como Dodge RAM, barcos e itens de elevado valor, projetando a imagem de sucesso e prosperidade”, destacou Eugênio Rudy Júnior.
As diligências seguem com objetivo de identificar novas vítimas, bem como aprofundar a investigação através das análises patrimoniais dos envolvidos, reforçando que nenhuma posição social, influência ou aparência pública exime o cidadão de responder por seus atos.
Operação
Contra o grupo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar, visando apreender documentos, aparelhos celulares, cadernos de contabilidade paralela e valores em espécie.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da Comarca de Cuiabá, com base na investigação da Delegacia de Chapada dos Guimarães.
Durante cumprimento de mandados, um dos alvos foi preso em flagrante delito por posse ilegal de arma de fogo. Os policiais civis apreenderam armas, porções de droga, balança de precisão, petrechos utilizados no embalo de drogas, celulares, dezenas de notas promissórias tomadas como garantia das dívidas, dinheiro, entre outros objetos.
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