
A empresária Julinere Goulart Bastos, suspeita de ser uma das mandantes da morte do advogado Renato Nery , admitiu informalmente a policiais civis que contratou o cabo da Polícia Militar Jackson Pereira Barbosa para executar o crime. A confissão, feita no momento de sua prisão , no dia 9 de maio, foi considerada espontânea e consta na decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que manteve a prisão dela e do marido, César Sechi.
Embora tenha optado por permanecer em silêncio durante o interrogatório oficial, nos bastidores de sua prisão, Julinere revelou a motivação por trás do assassinato, afirmando que o marido chegava em casa embriagado e insistia repetidamente que Renato Nery precisava ser morto. O motivo, segundo ela, seria que Renato teria “tomado suas terras”. João Aguiar/Rdnews
Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos
A empresária também relatou aos policiais civis que foi, constantemente, alvo de extorsão por parte de Jackson e que “não aguentava mais essa situação”.
“Diante de tais elementos, pugnam as autoridades representantes pela prorrogação das prisões temporárias dos representados, aduzindo, em suma, a imprescindibilidade da medida para as investigações, notadamente objetivando o escorreito deslinde sem qualquer interferência na colheita de provas, coação de testemunhas, alteração dos elementos probatórios ou ajuste das versões dos fatos a serem eventualmente apresentadas”, diz trecho da decisão.
O crime
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo na frente de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado. O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva , confessou ser o executor do crime, assim como o 3º sargento da Força Tática, Heron Teixeira Pena Vieira , que confessou que havia contratado o caseiro para executar o crime. Ambos estão presos.
Os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros e Wekcerlley Benevides de Oliveira – investigados pelo susposto envolvimento no assassinato de Renato Nery, foram soltos após decisão do juiz Francisco Ney Gaíva , da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreu da decisão e aguarda análise do TJMT.
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