Empresa usava dados sem autorização para empréstimos e bloqueava acesso de servidor

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Investigações da Polícia Civil apontam para dois tipos de fraudes cometidos pela empresa Capital Consig Sociedade de Crédito Direto S/A na oferta de empréstimos consignados aos servidores estaduais. Na ocasião, eles pegavam dados da do cliente e o login de portais do Estado para solicitar os créditos.

Durante coletiva de imprensa, o delegado Rogério Ferreira, titular da Delegacia Especializada do Consumidor, explicou que poucos boletins foram registrados de vítimas dessas fraudes. Depois da repercussão das denúncias, as apurações começaram de fato.

“Preliminarmente, nós podemos dizer que há indícios de fraude na oferta ao consumidor, na oferta aos servidores públicos. Nós identificamos basicamente dois tipos de fraude envolvendo a oferta de serviços de crédito aos servidores. No primeiro caso, as ofertas são apresentadas como novos empréstimos consignados, mas, na verdade, são contratos de cartão de crédito consignado, permitindo que as pessoas façam saques e transferências via Pix, simulando um empréstimo, mas acumulando juros do cartão de crédito”, explicou.

Já no segundo caso, eles faziam ofertas com taxas de juros mais baixas, mas usavam dados pessoais das vítimas para conseguir empréstimos com prazos mais longos. Em algumas situações, trocavam a senha do portal do consignado para que o servidor não tivesse acesso ao que estava acontecendo em sua conta.

“No segundo caso, são oferecidas ofertas de portabilidade ou renegociação de empréstimos consignados existentes. Essas ofertas prometem taxas de juros mais baixas e parcelas menores, às vezes incluindo um ‘bônus’. No entanto, as empresas obtêm os dados pessoais do servidor, credenciais de login e até mesmo abrem contas bancárias em seu nome para contrair novos empréstimos sem o conhecimento ou consentimento do servidor, muitas vezes em prazos muito longos, de até 132 parcelas, ou seja, 10 anos”, detalhou.

Em um dos casos, com os dados do servidor, a empresas investigada chegou a comprar um telefone novo, para que, com o CPF da vítima, conseguisse entrar no aplicativo do banco e fazer novas negociações.

“Ao final dessas transações ainda tiveram a capacidade de presentear o servidor com o aparelho. Para que o servidor entendesse que o aparelho era dele. O que ocorre é a contratação de novos empréstimos entre os quais o servidor não tinha conhecimento, não autorizou, mas como ele, infelizmente, foi induzido a ceder os seus dados pessoais, a empresa de posse dessas informações acabou realizando essas negociações”, relatou.

Devido a esses novos contratos, os valores acabaram por comprometer a renda desses servidores.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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