
O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que a presença de integrantes de organizações criminosas no âmbito político é uma consequência de leis “omissas e frouxas”. O chefe do Executivo ainda que o crime organizado está “infiltrado” há décadas, em atividades econômicas e nas administrações públicas enquanto o Estado brasileiro fica “batendo cabeça” sem saber o que fazer. A declaração aconteceu na manhã desta sexta-feira (27).
Kethlyn Moraes
“O crime organizado é organizado, está se infiltrando nas atividades econômicas, está se infiltrando no mundo público, elegendo vários níveis de representantes para interferir dentro da administração pública. Olha o quanto é perigoso isso. Então, é um crime organizado versus um Estado desorganizado, que bate cabeça com a lei absolutamente incompatível com a necessidade que nós temos hoje”.
Mauro Mendes afirmou que tem cobrado das forças de segurança quanto às investigações para identificar membros de facções no meio político. Também culpou a legislação brasileira pela atual situação, chamando-a de “omissa, frouxa” e que “não retrata o instrumento adequado para combater o nível que se coloca na segurança pública hoje no Brasil”.
Nesta sexta-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Infiltrados , em Rondonópolis. Dentre os alvos, está o advogado e candidato a vereador pelo município, Ary Campos (PT) , e também a Associação dos Familiares e Amigos de Recuperandos de Rondonópolis (Afar).
“Nós estamos há décadas chamando isso de crime organizado. E o Estado brasileiro batendo cabeça. Não sabe o que fazer. Um acha que para combater o crime organizado ou a violência que impera no Brasil tem que colocar a câmera na farda de policiais, o outro acha que tem que chamar os bandidos de oprimidos socialmente e tratá-los de forma lúdica”, disparou o Mauro Mendes.
O governador foi questionado sobre a atual situação da Penitenciária Central do Estado (PCE) e quanto ao relatório que explique o acesso a celulares dentro do presídio, por parte dos detentos. Em resposta, Mauro Mendes disse que “deu uma dura” no secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel PM César Roveri e nas forças de segurança, destacando que “eles vão ter que mexer no porquê disso. Tomar atitudes muito diferentes e muito disruptivas”.
A pergunta se deu devido ao caso recente de duplo homicídio em Porto Esperidião, onde as irmãs Rayane e Rithiele Alves foram torturadas e mortas por membros do Comando Vermelho a mando de um detento da PCE, que teria acompanhado o crime, do início ao fim, por meio de uma videochamada. A motivação do crime seriam fotos publicadas nas redes sociais, onde as irmãs estariam, supostamente, fazendo gestos com as mãos que remeteram a uma facção rival.
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