
Duas bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já foram desativadas, em Cuiabá e Várzea Grande, após o início da demissão de 56 profissionais, medida que também resultou na paralisação de quatro motolâncias, sendo duas em cada município. Até o momento, 10 condutores já foram demitidos, enquanto técnicos e enfermeiros seguem sendo dispensados. A previsão é que, até o dia 10, sejam demitidos o total de 24 técnicos em enfermagem e 22 enfermeiros.
Além das bases fechadas, as demais unidades seguem operando com deficit de profissionais. Em algumas ambulâncias, o atendimento tem sido realizado com apenas um profissional de enfermagem, acompanhado do condutor, quando o padrão é a presença de dois profissionais da área.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT), Carlos Mesquita, atualmente o Samu conta com 101 servidores concursados e 124 contratados. Deste total de contratados, 56 demitidos até o dia 10, o que representa uma redução de cerca de 30% no quadro desse grupo.
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Uma das bases desativadas, Bravo 8, funcionava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá. A reportagem de A Gazeta esteve no local nesta quinta-feira (2) e constatou que a ambulância permanece parada, enquanto a sala utilizada pelas equipes está fechada. Funcionários da unidade confirmaram que o serviço não está mais em funcionamento.
Outra base, a Bravo 4, que deixou de operar, ficava no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. No local, a situação é a mesma, não há atendimento, com a sala fechada e a ambulância sem uso. Funcionários do hospital informaram que está desativado o serviço desde o dia 1º.
Os impactos das demissões já atingem também outras unidades. A base Bravo 5, localizada no Trevo do Lagarto, região da Polícia Rodoviária Federal (PRF), apresenta funcionamento irregular. Segundo Carlos, ainda não foi totalmente desativada. Tem dia que funciona e outro não devido à falta de profissionais.
Ele explica que, diante do cenário de redução de equipes e sobrecarga nas bases ativas, intensifica a preocupação quanto à capacidade de resposta do serviço diante de ocorrências de urgência na Capital e em Várzea Grande.
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