Diretor do Dae e comissionados são demitidos após serem presos pela PJC

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A Prefeitura de Várzea Grande demitiu o diretor comercial do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Alessandro Macaúbas Leite de Campos, após a deflagração da Operação Gota d’Água , da Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (20), para desarticular uma organização criminosa que teria se instalado na Diretoria Comercial. Também foram demitidos todos os servidores comissionados, contratados ou estagiários envolvidos.

Montagem/Rdnews

A informação foi confirmada pelo prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), por meio de nota. A investigação foi solicitada pelo presidente do Dae, Carlos Alberto – a pedido de Kalil – e apura suposto esquema envolvendo servidores e terceirizados na baixa de débitos no setor comercial.

Segundo o prefeito, além da demissão do cargo de diretor, foi determinada a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra Alessandro, por ele ser servidor de carreira de outra pasta. Ele ficará afastado até a conclusão das investigações.

Além disso, será instaurado PAD para apurar a participação de todos os servidores efetivos envolvidos, sejam eles da própria autarquia ou cedidos de outros órgãos, bem como seus afastamentos.

Kalil também afirmou que vai realizar uma auditoria administrativa externa e independente no contrato da empresa terceirizada responsável pela gestão operacional do Sistema Integrado de Gestão de Serviços de Saneamento (GSAN) no setor comercial do DAE em todo o Departamento Comercial do DAE para apuração de eventual dano a ser ressarcido ao erário.

A operação

A ação é da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). São cumpridos na operação 123 mandados judiciais, expedidos pelo Juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo), entre prisões preventivas, busca e apreensão, suspensão de função pública, sequestro de bens e bloqueio de valores e medidas cautelares diversas.

A denúncia que originou a Operação foi encaminhada à Deccor pelo presidente do DAE por determinação do prefeito, no dia 22 de fevereiro , quando ele tomou conhecimento das supostas irregularidades.

“⁠O DAE vem colaborando com as autoridades policiais, fornecendo todas as informações e documentos solicitados, porque é do interesse da administração municipal que todos os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis punidos na forma da lei”, diz trecho da nota.

Durante a investigação da Deccor foi identificada a cobrança de valores, por servidores públicos, para a execução de serviços que eram devidos pelo DAE aos consumidores. Auditorias ainda revelaram prejuízos para a autarquia em razão da exclusão ilegal de débitos e também em razão de diminuição indevida de valores de faturas, tudo mediante recebimento de dinheiro por servidores.

Em relação apenas as duas últimas espécies de fraudes, a estimativa é que desde 2019, a autarquia tenha sofrido um prejuízo de aproximadamente R$ 11,3 milhões.

Um dos alvos da ação é também o vereador Pablo Pereira (União). Ele foi afastado do mandado parlamentar.

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