
Dinheiro, barras de ouro e equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante buscas contra 5 investigados pelo homicídio do advogado Renato Gomes Nery, ocorrido em 05 de julho deste ano, em Cuiabá. As buscas fazem parte da operação Office Crime, deflagrada hoje, que investiga o crime.
Os mandados, autorizados pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo) foram cumpridos em condomínios de luxo da Capital, Florais Cuiabá e dos Lagos, e também em Primavera do Leste (231 km ao Sul).
São alvos da operação os advogados Antônio João Carvalho Junior, Gaylussac Dantas de Araujo, Agnaldo Bezerra Bonfim e o casal de empresários, Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Basto.
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Até o momento, foram apreendidos R$ 34 mil, diversas barras que aparentam ser de ouro e dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e notebooks. Os equipamentos passarão pela análise de dados da equipe responsável pela investigação. As barras serão submetidas à perícia técnica.
Os fatos apurados pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery. O inquérito policial apura os crimes de homicídio qualificado e organização criminosa contra o advogado.
O nome da operação faz referência a um escritório do crime criado para o plano de matar a vítima.
Relembre o crime
Renato Nery foi morto aos 72 anos, atingido por disparos, no dia 5 de julho, quando chegava a seu escritório, localizado na avenida Fernando Corrêa da Costa. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas foi a óbito horas após o procedimento médico.
Conforme já noticiado pelo , 8 dias antes de morrer, Renato Nery havia ingressado com uma representação disciplinar contra um advogado, denunciando irregularidade em uma disputa judicial de terra.
Na peça, a vítima acusa o advogado Antônio João de Carvalho Júnior de agir ilegalmente na disputa judicial por uma terra em Novo São Joaquim (465,2km a Leste). Para ele, Antônio João seria proprietário de um “escritório do crime” por conta da influência que tem perante o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
No dia 30 de julho, a delegacia especializada cumpriu três mandados de busca e apreensão nas cidades de Guarantã do Norte (715 km ao Norte), Cuiabá e Várzea Grande, com o objetivo de coletar informações que corroboram as investigações.
Em setembro, a DHPP requisitou uma perícia complementar para auxiliar na identificação do executor do crime.

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