Dilmar e Sebastião ficam no União, Juca vai para o PSDB e Paulo Araújo filia no Republicanos

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Com o encerramento do prazo da janela partidária para deputados estaduais em mandato, no último dia 3 de abril, sexta-feira, parlamentares que ainda estavam em dúvida sobre o futuro político decidiram, enfim, seus respectivos destinos partidários em Mato Grosso. Dos 24 deputados da Assembleia, 8 já haviam trocado de partido, alguns com autorizações dos partidos e outros na janela, mas outros 4 tinham futuro incerto. O apurou como ficou a situação de cada deputado. 

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O deputado Dilmar Dal Bosco chegou a articular a saída do União Brasil rumo ao Partido da Revolução Democrática (PRD), mas, diante do enfraquecimento e do “desmonte” da legenda no Estado, optou por permanecer no partido.

Situação semelhante ocorreu com Sebastião Rezende, que também avaliava deixar o União Brasil, com destino ao Republicanos, mas acabou recuando e confirmando permanência na sigla.

Já o deputado Juca do Guaraná sacramentou a saída do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Ele chegou a receber convite do Partido Social Democrático (PSD), mas acabou aceitando filiação ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), movimento que deve fortalecer o partido para tentar ampliar sua bancada, com projeção de alcançar até quatro cadeiras na Assembleia Legislativa.

Outro nome que definiu novo rumo foi o deputado Paulo Araújo, que deixou o Partido Progressistas (PP) e chegou a flertar com o PRD. No entanto, diante da reconfiguração partidária e da guinada de articulações, decidiu se filiar ao Republicanos, sigla que trabalha com expectativa de alcançar até cinco cadeiras na próxima legislatura.

Veja quem já mudou de partido
Além das definições dos indecisos, outros deputados estaduais já haviam aproveitado o período para reposicionamento político e troca de legenda.

Entre as mudança estão:

• Beto Dois a Um – do PSB para o Podemos (antes da janela, com autorização)
• Chico Guarnieri – do PRD para o PSDB
• Dr. Eugênio – do PSB para o Republicanos
• Eduardo Botelho – do União para o MDB
• Elizeu Nascimento – do PL para o Novo (antes da janela, com autorização)

• Fábio Tardin – do PSB para o Podemos (antes da janela, com autorização)
• Faissal Calil – do Cidadania para o PL
• Max Russi – do PSB para o Podemos (antes da janela, com autorização)
• Nininho – do PSD para o Republicanos (antes da janela, com autorização)

A janela partidária é um mecanismo previsto na legislação eleitoral que permite a troca de partido sem punições. No caso de cargos proporcionais, como deputados estaduais e federais, a regra geral estabelece que o mandato pertence ao partido. Assim, fora desse período, a desfiliação pode resultar na perda do cargo.

Durante a janela, porém, a mudança é considerada uma justa causa automática, permitindo a troca sem risco de sanções.
Além desse período, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também reconhece outras situações que autorizam a saída sem perda de mandato.

A janela partidária ocorre sempre em ano eleitoral, sete meses antes do pleito. Em 2026, o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. O mecanismo não se aplica a vereadores neste ciclo, já que eles não estão em fim de mandato. Já cargos majoritários como presidente, governador e senador podem trocar de partido a qualquer momento, sem necessidade de justificar a desfiliação.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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