
O líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dilmar Dal Bosco, defendeu que o União Brasil tenha cautela e diálogo na construção do projeto eleitoral do grupo para as eleições de 2026, visando que não ocorra imposições negativas. Ele deve conversar com o governador e presidente do União Brasil, Mauro Mendes, nesta quinta-feira (27), para tratar sobre questões políticas.
Mauro Mendes já declarou que vai apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, provocando impasse dentro do União Brasil, que resiste em entregar a sucessão para um partido aliado. Os irmãos deputado estadual Júlio Campos e senador Jayme Campos são os mais incisivos em rejeitar imposições. Para Dilmar, além da necessidade de uma alinhamento, os eleitores também precisam ser ouvidos previamente.
Patrícia Sanches/Rdnews
“Nós sempre conversamos, eu acho que eu nunca vi nenhuma entrevista dele [governador] falando pela União Brasil. Então, eu acho que a União Brasil é mais gente, são mais componentes, tem um diretório. Tudo tem que ser conversado e lá dentro do partido que vai definir qual que é o caminho que toma […] tem que ser conversado, nós temos que conversar politicamente, mas também temos que avaliar o que o povo mato-grossense pensa das próximas eleições de 2026, pesquisas vão dar o norte”, argumentou.
Jayme surge com um possível “adversário” de Pivetta dentro do grupo político que está na base do governador Mauro Mendes. Dilmar compreende que o cenário pode conversado internamente, mas se houver imposição, sinaliza que a história tende a não ser das mais positivas para esse tipo de postura.
“Nós tivemos eleição em 2002, aonde o falecido ex-governador Dante Martins de Oliveira, impôs uma candidatura do Antero Paes de Barros, e não aceitou muitas vezes outra coligação, deixando de lado o Roberto França, que era prefeito da Capital. A Iraci França foi ser candidata vice do Blairo Maggi, deixou o falecido Jonas Pinheiro de lado e eles montaram um grupo e elegeram o Blairo Maggi, na política tem que fazer reflexão”, pontuou.
Por outro lado, o governador tem reiterado que a sua posição representa uma manifestação pessoal. No entanto, essa versão segue sendo rejeitada pelas lideranças, diante do temor de Mauro Mendes “bancar” Pivetta à sucessão, sem aval da cúpula. As cobranças por diálogo surgem a todo momento, enquanto, as tratativas seguem em “banho-maria”.

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