Dias nega interferência de PMs em cena do crime: “Fala do delegado foi precipitada”

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   O vereador por Cuiabá, Tenente-coronel Dias (Cidadania), saiu em defesa dos PMs que atenderam a ocorrência de feminicídio contra  Gabrieli Daniel de Moraes, de 31 anos, assassinada a tiros pelo marido, o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, de 33 anos. O crime aconteceu no último domingo (25), no bairro Praerinho, em Cuiabá.

Ocorre que o  delegado Edson Pick, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, reclamou da interferência de policiais militares na cena do crime. Segundo ele, agentes recolheram a arma do colega de farda, embora, tenham amplo conhecimento do procedimento que deve ser seguido.

SecomCâmara de Cuiabá

“A gente veio recolher a arma do crime, que ele deixou na casa do pai dele e Polícia Militar veio aqui e retirou a arma da onde ele tinha deixado. Mais uma vez a PM veio mexer em uma cena de crime. Com certeza atrapalha as investigações. Eu não sei quem tirou a arma”, reclamou o delegado.

  Para o  Tenente-coronel Dias, a situação precisa ser apurada. No entanto, considera a fala do delegado Edson Pick precipitada e diz que os PMs atuaram para convencer o suspeito a se entregar.

“Precisa ser apurado. O que ele falou, o que ele trouxe à tona, eu acho que de forma precipitada. E a gente não precisa criar uma situação incisional. Nós temos um respeito muito grande pela Polícia Civil, pelo belíssimo trabalho que tem feito no combate às facções. Mas, nesse caso específico, o que nós buscamos, o entendimento, é que os policiais militares se reuniram e convenceram o soldado Moraes a se entregar”, disse o vereador, nesta terça-feira (27).  

Na opinião do Tenente-coronel Dias, a situação não pode gerar conflito institucional entre PM e Políia Civil. Além disso, pontuou que os policiais militares que estavam na cena do crime buscaram colaborar com o trabalho da DHPP.

“Agora, a gente não precisa criar uma situação institucional. Os policiais militares que estavam lá, estavam colaborando, influenciando o soldado Moraes a se entregar, porque ele, depois de cometer esse ato bárbaro, estava fora de si. Então, eu acredito muito que houve uma falta de paciência, de inconsistência nessas informações sobre o local do crime”,  completou.

O Tenente-coronel Dias defendeu que o soldado precisa ser responsabilizado pelo crime que cometeu. No entanto, ponderou que a saúde mental do autor precisa ser levada em consideração.

“Ele deve ser responsabilizado, as provas devem ser, obviamente, levadas à tona ao juiz. Precisa ser feita justiça, mas precisa ser entendida também a situação desse policial que estava passando por problemas psicológicos. É uma ferida que nós precisamos atingir. Esse assunto que é de extrema relevância: a saúde mental dos nossos policiais militares”, concluiu.  

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Link da Matéria – via RD News

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