
O detento estuprado por outros cinco presidiários dentro do Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra (a 243 km de Cuiabá) afirmou, durante depoimento à Polícia Civil, que teria gritado por socorro durante o crime e pedido ajuda a policiais penais, mas que ninguém prestou ajuda. De acordo com trecho do vídeo do depoimento da vítima, publicado pelo site VG Notícias, uma das policiais teria inclusive agido com deboche, insinuando que, por estar situado em uma cela na ala LGBT, ele deveria gostar da situação.
O crime na última segunda-feira (27). Conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi dopada após tomar um suco em um copo batizado com medicamentos. Em seguida, sentiu-se um pouco grogue e foi segurado por um dos detentos, enquanto os outros se revezavam na ação.
Durante a agressão, o detento alegou ter chamado policiais penais, mas não foi atendido. “Eu chamei, eu gritei. Fui lá na policial penal […] e ela perguntou: ‘Uai, você não gosta? Você está na sua ala e é para fazer isso mesmo'”, afirmou.
Além disso, o detento ainda afirmou ter sido ameaçado pelos suspeitos, que afirmaram que o matariam caso ele os denunciasse.
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) informou que prestou todos os amparos necessários para atender o reeducando. O caso é investigado pela Polícia Civil.
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