Detentas citam choro e ‘banho improvisado’ de vítima estuprada

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Os delegados de Polícia Civil Laysa Crisóstomo de Paula Leal, Paulo César Brambilla Costa e Thiago de Souza Meira Silva solicitaram ao juízo da Vara Criminal de Sorriso a apreensão e quebra de sigilo telefônico do investigador Manoel Batista da Silva, acusado de estuprar uma detenta na Delegacia de Sorriso. Segundo as autoridades policiais, o aparelho pode conter dados relevantes à elucidação dos fatos e evidenciar eventual coação, ameaça e abuso da função pública.

 

Os pedidos constam em documento obtido pelo , que também aponta relatos de outras detentas que estavam na delegacia no dia dos fatos com a vítima e descreveram que a mulher apresentava “estado emocional visivelmente abalado”.

Uma das testemunhas, que dividiu cela com a denunciante, afirmou que a viu sendo retirada da cela e voltar chorando, sem revelar o motivo do pranto. Uma das saídas foi sob a justificativa de tomar banho.

 

Outra colega reiterou o relato e complementou que viu a vítima se lavar de forma improvisada no interior da cela demonstrando “nojo e repulsa”.

 

“Após a última retirada da cela, ocasiões em que, segundo a vítima ocorreu a conjunção carnal, a ofendida se lavou no interior da própria cela, de forma improvisada, demonstrando repulsa, nojo e abalo emocional, comportamento frequentemente observado em vítimas de crimes sexuais após violência sexual”, diz trecho do documento.

 

Segundo a vítima, ela foi retirada da cela por três vezes sob pretexto de trâmites relacionados a sua prisão. Contudo, foi abusada pelo investigador. Segundo ela, o homem teria dito que “mataria seus familiares e sua filha de 6 anos” caso não se submetesse a ele.

 

Todos os servidores da delegacia na data do fato ofereceram espontaneamente seu material genético para fins de confronto com o material biológico encontrado na vítima, sendo que o material genético do acusado apresentou resultado positivo e compatível.

 

O caso 

Conforme noticiou o , a prisão de Manoel aconteceu na manhã de domingo (1º) e é resultado de uma investigação que apurava o crime sexual dentro da unidade policial contra a detenta, que tem 25 anos. A denúncia aconteceu há cerca de 50 dias. O investigador foi mantido preso após passar por audiência de custódia esta semana.

 

A vítima acusa o servidor da Segurança de cometer estupro por quatro vezes na noite em que permaneceu na delegacia, entre 8 e 9 de dezembro.

 

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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