Desmoronamento em paredão impactou no cenário, turismo e economia de Chapada

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Ainda no final de 2023, o trecho do Portão do Inferno, na MT-251, sofreu diversos deslizamentos de terra, causando a interdição da principal rodovia que liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá). A medida de segurança impactou na visita de turistas e no trânsito para a cidade, o que afetou gravemente a economia local. 

Como forma de conter os riscos, o governo do Estado realizou diversas ações, desde intervenções na passagem de veículos pesados, até mesmo a instalação de telas nos paredões, que começaram a ser colocadas no dia 4 de janeiro. A ação fez parte das medidas emergenciais para conter rochas que eventualmente deslizassem no local e evitar acidentes.

Os deslizamentos de terra foram atribuídos à porosidade das rochas, facilmente desagregáveis e mais suscetível à erosão. O sol e principalmente a chuva causa erosões, podendo formar um ambiente favorável para riscos de deslizamento de massa na encosta.

No começo do ano de 2024, a rodovia sofreu diversas interdições devido ao risco de desabamento. O governo tem monitorado a situação no local 24 horas, por meio de técnicos da Sinfra, Defesa Civil e câmeras do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Para reparar o trecho e evitar novos deslizamentos, o governador Mauro Mendes (União) assinou a ordem de serviço com Lotufo Engenharia e Construções LTDA para as obras no local.

A obra é orçada em R$ 29 milhões e deveria ser concluída em 3 meses, mas o prazo já se esgotou. O projeto prevê o recorte das rochas que hoje ameaçam despencar no trecho. A rodovia vai ganhar um novo traçado, há 10 metros de distância do penhasco do Portão do Inferno.

As obras de retaludamento, processo de terraplanagem por meio de cortes ou aterros visando uma estabilização do terreno, no Portão do Inferno começaram no dia 28 de maio. A primeira fase consistia na execução de serviços de controle ambiental e limpeza do terreno, assim, nos primeiros dias não haverá interdição do trânsito na MT-251. Apesar do início das obras, o Ministério Público Federal (MPF) apontou uma série de omissões existentes no processo de licenciamento ambiental.

O processo de retaludamento na MT-251 é feito através da retirada do maciço rochoso da curva do Portão do Inferno, criando-se taludes, uma série de cortes que funcionam como degraus, para impedir os deslizamentos de terra e dar mais estabilidade ao terreno.

Na época, o prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, protocolou ofício junto à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) solicitando a criação de um comitê de risco para tratar das áreas críticas da cidade.  Além de redução de pessoas na cidade, outro ponto que afetou o comércio foi o encarecimento dos fretes. Segundo o prefeito, a logística triplicava de valor quando é preciso adotar a rota pela BR-364, passando pela Serra de São Vicente e Campo Verde.

 

Atualmente, o trecho está com as duas pistas operantes e o trafego na região só é interrompido em caso de chuvas na região. Porém, durante todo o ano, para passar pelo portão do Inferno, os motoristas precisavam esperar no esquema pare e siga por conta das obras.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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