
O Ministério da Fazenda fecha os últimos pontos para entregar ao Congresso Nacional a reforma do Imposto de Renda (IR), que prevê a ampliação da isenção do IR para contribuintes com renda de até R$ 5 mil. A oposição acredita que o projeto deve ser bem recebido pelos parlamentares, mas destaca que o ponto de debate ficará em torno da compensação.
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu na quarta-feira (5/2) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a fim de entregar as 25 propostas prioritárias para a área econômica referentes ao biênio 2025-2026. A agenda inclui a reforma da renda.
Depois do encontro, o ministro informou que o governo já tem plano definido, mas que a divulgação só acontecerá após aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Agora, começa uma tramitação formal [no governo]. Então, isso vai acabar vindo nas próximas semanas. Essa é uma reforma que queremos que tramite com a cautela e a transparência devida”, disse Fernando Haddad.
Visão do Congresso
O Metrópoles conversou com alguns parlamentares da oposição sobre como acreditam que a matéria deverá tramitar no Congresso Nacional. Para eles, a medida será bem recebida, mas destacam a necessidade de compensar a perda arrecadatória sem prejudicar a população.
O limite atual da isenção do Imposto de Renda é de dois salários mínimos, ou seja, R$ 3.036. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na tabela atual, 10 milhões de pessoas estão isentas do pagamento. Caso a proposta seja aprovada, esse número dobrará, chegando a 20 milhões de beneficiados.

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