Desembargadores “boicotam” sessão do TJMT e Zuquim informa CNJ – vídeo

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, determinou que a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CJN) seja informada sobre possível  “boicote” dos membros do Órgão Especial da Corte, que não compareceram à sessão virtual que deveria ser realizada nessa quinta-feira (28). Essa é a segunda vez que a falta de quórum impediu a realização dos trabalhos.

“Eu suspendo a sessão por falta de quórum e também, como na vez anterior, diante da falta de justificativa da ausência, eu determino que darei conhecimento imediato ao Corregedor Nacional de Justiça para que tome as providências devidas no sentido de garantir a continuidade dos trabalhos dessa instituição. Muito obrigado, eu agradeço a presença de todos que aqui se encontram, dos servidores, dos militares e estamos encerrando a sessão”, disse Zuquim, visivelmente irritado. Rodinei Crescêncio/Rdnews

Presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira

Além de Zuquim, somente as desembargadoras Maria Erotides Kneip e Nilza Maria Possas de Carvalho se apresentaram para sessão. Apenas os desembargadores Hélio Nishiyama e Rui Ramos Ribeiro justificaram ausência. Os demais membros do Órgão Especial não se manifestaram.

Nos bastidores, o comentário é que Zuquim está sofrendo boicote por causa da postura diante dos casos de corrupção que atingem o TJMT. Isso porque os desembargadores estão incomodados com as declarações públicas sobre o assunto.

Zuquim já declarou que escândalo da venda de sentenças “respinga” na imagem do Judiciário mato-grossense . Investigado pela Operação Sisamnes, o caso resultou no afastamento dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho foram afastados inicialmente pelo CNJ e, depois, também no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, Zuquim reconheceu que a Operação Sepulcro Caiado, que investiga suposto desvio de R$ 21 milhões da Conta única do TJMT, é mais uma situação que gera desgaste à imagem do Poder Judiciário de Mato Grosso. Neste caso, o TJMT é uma das vítimas e o suposto esquema teria contado com o apoio de servidores do Judiciário.

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Link da Matéria – via RD News

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