Desembargador mantém prisão de empresário e manda soltar 5 familiares

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O desembargador Helio Nishiyama manteve a prisão do empresário Edézio Corrêa , apontado como suposto líder de um esquema em fraude de licitações em Mato Grosso. Ele foi detido na última quinta-feira (07) durante a Operação Gomorra . Os cinco familiares dele, que também foram alvos a ação, foram soltos.

A decisão atende ao pedido do procurador de Justiça Carlos Zarour, que atua no Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) do Ministério Público de Mato Grosso (MPE).

Foram soltos: a esposa de Edézio, Tayla Beatriz Silva Bueno Conceição; três sobrinhos do empresário, sendo Roger Corrêa Silva, Waldemar Margil Corrêa Barros e Janio Corrêa da Silva; e a irmã de Edézio, Eleide Marua Corrêa.

Conforme denúncia do MPE, Tayla seria sócia da empresa Pontual Comércios e Serviços Terceirizados, citada na operação. Roger é apontado como sócio ativo na Pantanal Gestão Tecnologia; Waldemar surge com ex-sócio da Pantanal e de outra empresa, a Saga Comércio e Serviço Tecnologia; e Janio seria sócio Centro América Frotas. Rodinei Crescêncio/Rdnews

Decisão é do desembargador Helio Nishiyama e atende pedido do Ministério Público

No quadro da Centro América, Eleide aparece como ex-sócia. Ela é sócia ativa na Saga, e mãe de Waldemar.

O organograma ainda aponta ainda o suposto envolvimento de Karoline Quatti Moura. Isso porque há registro de transferências bancárias dela e de sua empresa, Karoline Quatti Moura EPP, para a Saga, no montante de mais de R$ 8 milhões. Os valores expressivos não batem com declaração feita por ela, o que chamou a atenção do Naco.

Início das investigações

Conforme o Naco, a identificação do esquema ocorreu a partir de análise de todos os processos licitatórios homologados pela Prefeitura de Barão de Melgaço com a empresa Centro América Frotas no período de 2020 até os dias atuais.

Foi verificado, durante a investigação, que outras empresas que haviam participado dos certames tinham como sócios pessoas do mesmo núcleo familiar do proprietário da empresa Centro América Frotas. Além disso, algumas delas sequer possuem atividade empresarial em funcionamento.

As empresas, segundo o Naco, atuavam desde o fornecimento de combustível, locação de veículos e máquinas, fornecimento de material de construção até produtos e serviços médico-hospitalares. O Naco estima que o grupo criminoso firmou mais de R$ 1,8 bilhão em contratos somente em Mato Grosso.

A análise dos contratos, segundo o Naco, também demonstrou diferenças exorbitantes de valores em contratações semelhantes. Em um dos casos, houve um aumento de mais de nove milhões em contratações realizadas nos anos de 2021 e 2022. As investigações, entretanto, seguem em curso.

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Link da Matéria – via RD News

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