
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) não crê na conclusão das obras do BRT durante o Governo Mauro Mendes (União Brasil) e projeta que além das dificuldades que a população vai enfrentar com o avançar das obras, o governador atrairá para si uma forte “repercussão eleitoral”, que pode afetar seu projeto de disputa por uma vaga ao Senado nas eleições de 2026.
Mauro Mendes conseguiu o rompimento amigável com o consórcio do BRT , estipulando um prazo de 5 meses para conclusão do trecho na Avenida do CPA, em Cuiabá. A ideia é licitar em blocos o restante da obra. Avallone, que é formado em Engenharia Civil, aponta que baseado nas suas experiências, é praticamente impossível a conclusão completa dessa obra que ligará a Capital a Várzea Grande.
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Ele expôs a sua preocupação com os impactos que serão sentidos pela pela população que depende do transporte público, que transita pela região e pelos empresários instalados às margens do traçado. Por isso, espera que o governador apresente um cronograma de obras e soluções para amenizar a situação.
“Isso vai dar repercussão eleitoral, isso vai dar repercussão em todos os sentidos. Eu acho que todos estão preocupados e eu acho que quem está mais preocupado é o governador, porque é um projeto que ele empenhou o nome dele. Houve uma briga muito grande. É BRT, é VLT e ele garantiu o BRT. Então, todo mundo acreditou que ficava pronto. Eu, como da área de construção, não tenho como ficar pronto”, comentou o parlamentar.
Tendo possibilidade de disputar ao Senado, Mauro Mendes terá que deixar o Governo em abril do ano que vem, entregando o cargo para o vice Otaviano Pivetta (Republicanos). Para Avallone, de fato, não teria viabilidade de conclusão até a saída, mas pontuou que ao menos um trecho o governador poderia tentar entregar, se não houver novos entraves: “Se ele sair em abril, não vai ficar pronto. Tem que fazer licitação ou dispensa de licitação. Está falando em fazer cinco grupos e tal. Ele tem uma solução que ele já deve estar imaginando. A gente precisa ver essa solução para ver”.
A obra do BRT foi orçada inicialmente em R$ 463 milhões e o consórcio executou apenas 18% do projeto . Agora, a solução encontrada para avanço da obra em seu trecho mais crítico – nas avenidas Tenente-coronel Duarte e XV de Novembro, em razão do canal da Prainha – é a licitação com “fatiamento” em lotes entre várias empresas.
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