
O deputado federal por Mato Grosso Emanuelzinho (MDB), vice-líder do Governo Lula na Câmara Federal, comentou a Operação Contragolpe, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra uma organização criminosa que teria planejado um golpe de Estado para impedir a posse do governo eleito em 2022. O plano incluía os assassinatos do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes. Os crimes seriam cometidos em 15 de novembro, feriado da Proclamação da República.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. Dentre os presos, quatro são militares do Exército, sendo três da ativa e um da reserva, além de um policial federal. Os militares das Forças Armadas integram o grupo conhecido como “kids pretos”.
Segundo a PF, os investigados cogitaram usar veneno para assassinar Lula. Artefatos explosivos seriam usados contra Alexandre de Moraes.
Para Emanuelzinho, a situação trazida à tona pela PF gera insegurança à democracia brasileira. Por isso, defende investigação rigorosa e punição dos envolvidos.
“A política vem para substituir a violência por meio do diálogo, mútuos acordos, concessões e concessões. Agora, a gente está tendo a substituição da política pela violência, está sendo o contrário. Isso está gerando insegurança à democracia brasileira. Isso é um prejuízo em todos aspectos, social, civilizatório e até mesmo econômico. É imprescindível que se faça uma investigação rigorosa e que se puna porque estamos vendo que não são atos isolados”, defendeu Emanuelzinho, em entrevista ao .
“Houve uma coordenação por trás desses atos e que, na medida que as investigações encontrem a culpabilidade de cada agente responsáveis pelos crimes, que sejam devidamente responsabilizados. A política veio para substituir a violência, mas estamos vivendo um momento no Brasil em que a violência está substituindo a política”, completou o emedebista.
A ação da PF dividiu opiniões na classe política. A Oposição critica Operação Contragolpe, enquanto base governista aponta gravidade do caso.
O filho mais velho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a operação da PF nas redes sociais.
“Por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime. E para haver uma tentativa é preciso que sua execução seja interrompida por alguma situação alheia à vontade dos agentes. O que não parece ter ocorrido”, postou.
Já o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do Governo no Congresso Nacional, falou em combater o “fascismo e a deliquência” usando meios legais.
“A Polícia Federal acaba de prender militares que, após o resultado das eleições de 2022, teriam planejado assassinar o presidente Lula, o vice Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes, para concretizar um golpe de Estado. Eles faziam parte dos ‘kids pretos’, que também estavam envolvidos com o 8 de janeiro”, escreveu no X.
“O fascismo e a delinquência serão combatidos com a Lei e a Constituição. O antídoto ao ódio é o Estado Democrático. SEM ANISTIA!”, continuou.
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