
O deputado estadual Max Russi (PSB) é contra a extinção da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), anunciada pelo Governo Mauro Mendes (União) no mês passado. Conforme o Executivo, as atribuições serão tocadas dentro da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), sob o comando do secretário César Miranda. “Eu defendo esse setor que tem um potencial muito grande em Mato Grosso e é um setor, muitas vezes, visto de forma errada. Eu, particularmente, acho que precisaria ter uma política pública, uma estrutura e um setor dentro do governo, forte para empoderar esse setor pra gente viver o que a gente vive no agro, que gera emprego, gera renda, gera desenvolvimento”, opina.
Assessoria
Ele lembra que Mato Grosso tem potencial de exploração em várias áreas como calcário, ouro, diamante, ferro e cobre. “Gera muito emprego, gera muita renda, gera desenvolvimento, gera progresso. Principalmente em municípios de economias exauridas. São municípios em que o agro não é predominante, então é uma é uma opção, é uma forma de desenvolvimento. Eu acho que a gente enfraquecer esse setor não é a melhor solução”, reclama.
A extinção da autarquia já vinha sendo estudada desde 2019, quando Mauro Mendes assumiu a gestão. Na época, foi encaminhado à Assembleia Legislativa um pedido de autorização para a extinção de cinco autarquias, entre elas a Metamat. Os deputados já deram a autorização, que será utilizada pelo Governo do Estado.
Ao anunciar a definição, Mauro Mendes ressaltou a necessidade de se cuidar das despesas públicas e buscar sempre melhorar a eficiência. Max, por sua vez, ressalta que a mineração gera impostos, empregos e também desenvolvimento, desde que feita dentro das normas ambientais. Neste sentido, lembra que Mato Grosso foi descoberto e explorado através da mineração, por isso, o setor precisa avançar de forma sustentável.
Em relação a falta de eficiência da Metamat, que é um dos argumentos utilizados para a sua extinção, Max concorda que não estava sendo gerida da melhor maneira. “A Metamat não pode ser um órgão para furar poços artesianos, nem isso estava atendendo as expectativas. Se furava o poço, era pela metade. Não terminava o poço e isso, realmente, tinha que se tomar providência. Mas, muitas vezes, tem outras formas de você resolver um problema como esse”, pontua.
O parlamentar ressalta que já manifestou sua posição para o governador, que prometeu estudar formas de fortalecer o setor através da adjunta de Desenvolvimento Econômico. “Não vou dizer que errou porque realmente precisava ter um freio de arrumação. Eu só acho que o governo tem que vir com alguma política pública, com algum setor ou com algo fortalecendo e mostrando que realmente significa a mineração para o estado e para o desenvolvimento do nosso estado”, finaliza.
Metamat
Criada em 1971, pelo então governador Pedro Pedrossian (1966 a 1971), a Metamat tinha a função de exploração mineral. Essa função se deu até o Governo Blairo Maggi, a empresa mantinha a atividade de exploração mineral. A partir daquela gestão começou a liberar as concessões.
O governo alega que, com a extinção, irá economizar R$ 47,5 milhões anualmente . Segundo o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, a economia irá garantir que o Estado repasse mais recursos para outras áreas prioritárias que beneficiam o cidadão na ponta.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Faça um comentário